sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MARCAS DE UMA NOIVA SADIA


Estou convicto em meu espírito de que em breve veremos uma Igreja (a Noiva) sadia e ativa novamente, ainda mais poderosa e vibrante do que a Igreja Primitiva. Esta Igreja será caracterizada por alguns sinais de saúde perfeita. Deleite-se nestas informações reveladas por aquele que conhece como ninguém a Noiva: o Noivo.

Parte A – Uma Noiva que promove o Noivo
1-      Não se Envergonhar das Palavras do Noivo

Lembro-me de que quando eu estava para me casar com a irmã Gisele, a mulher mais linda do mundo, eu soube por terceiros que minha credibilidade estava em alta, pois minha noiva propagava para muitos a meu respeito, sobre meu caráter, meu ministério, em fim, minha futura esposa me propagava a meu respeito.
Aliás uma frase sempre foi muito comum nos lábios de minha mulher: “O Enéas costuma dizer!!!...
Não seria este o procedimento de uma noiva apaixonada pelo noivo? Não deveríamos nós também, como Noiva do Cordeiro, divulgar orgulhosamente as palavras de Jesus, para que no “dia do casamento” não sejamos rejeitados? Senão vejamos: “Porque qualquer que de mim e de suas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.” (Lucas 9:26). Ora, este tem sido o sentimento de muitos crentes “light” da atualidade ao serem indagados sobre sua fé, para amenizar a responsabilidade desta fé eles não dizem a velha e aparentemente desgastada frase “eu sou crente”, pelas modernas e socialmente aceitáveis: “eu sou evangélico” ou “eu sou gospel”. Lembre-se, Jesus deixou uma exortação para esta “geração Tomé”: “...não sejas incrédulo, mas crente.” (João 20:27b).
Está emergindo entre as nações uma geração que se orgulha das palavras do “velho livro da capa preta” e as propaga, que não tem vergonha de cantar hinos a Deus em publico, que sente prazer em distribuir folhetos evangelísticos nas ruas, que se regozija em se vestir para Deus e não para os outros.
Esta é a geração dos apaixonados pelo Noivo, e que diz a plenos pulmões: “...não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16)

2-      Propagar o Noivo em Todos os Lugares

Até o presente momento parece ter havido um aparente silêncio da Igreja, não se engane, o fato de uma propagação tão “intensa” da religião cristã, não significa que a Igreja está cumprindo seu papel de “voz” profética (João 1:23) para o mundo, pois pregar intensamente não significa pregar a mensagem corretamente. Temos uma missão, e não é pregar os dogmas do cristianismo, nem difundir a doutrina católica ou evangélica, não é cristianizar o mundo, não, nossa missão baseia-se na ordem imperativa do Noivo de ganhar almas e fazer discípulos: “...Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15), “...Ide, ensinai todas as nações...” (Mateus 28:19).
Além de propagarmos as palavras do Noivo, precisamos falar a respeito da pessoa Dele, seu caráter, sua vida, seu ministério, sua obra, pois na verdade, a salvação não está essencialmente nas palavras, mas na pessoa de Jesus. O evangelho pode ser dividido em duas partes: a pessoa de Jesus e os princípios de Jesus; na pessoa temos a salvação e nos princípios temos as bênçãos, na pessoa temos a vida eterna no céu e nos princípios temos a vida abundante na terra.
Uma noiva realmente apaixonada faz questão de propagar a respeito da pessoa do Noivo em todos os lugares. É como se houvesse um “suave” peso de responsabilidade, em função do amor constrangedor do Senhor, de anunciarmos a todos sobre este precioso Noivo, de forma que nossa alma clama como o apóstolo apaixonado: “...ai de mim se anunciar o evangelho...” (1ª Coríntios 9:16-17).
Nenhuma outra geração foi tão marcada pela paixão pelos perdidos como já desponta ser esta geração, e a promessa do reavivamento evangelístico no tempo do fim saiu dos lábios do próprio Noivo: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, então virá o fim.” (Mateus 24:14).  

3-      Andar de Mãos Dadas com o Noivo

Orar sem cessar (1ª Tessalonicenses 5:17), esta é a recomendação apostólica para uma Igreja vitoriosa. Porém, como falar com o Noivo constantemente se não andamos com Noivo constantemente? Isto implica em intimidade e comunhão. Para certas ocasiões da vida não necessitamos de uma oração prolongada e prostrados de joelhos perante o Senhor, pois cestas situações são de extrema urgência. Imagine se Neemias indagado pelo rei tivesse pedido licença para um longo período de intercessão profética (Neemias 2:4). Acontece que Neemias não precisou ir ao seu aposento consultar a Deus, pois ele andava com Deus. Da mesma forma, um homem do período pré-diluviano não provou a morte, pois andava de “mãos dadas” com seu Amado. “E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Gênesis 5:24).
Eu e minha esposa nos amamos apaixonadamente, e este amor sempre foi muito patente, principalmente quando éramos noivos. Onde quer que estivéssemos, a característica marcante de nossa união não era uma aliança de prata, mas andar de mãos dadas. O significado cultural das mãos dadas é: “Eu te amo tanto que não quero te soltar!”
Esta é a geração dos amigos de Deus, daqueles que andam na intimidade das mãos dadas, caminhando e conversando com o Noivo pelo caminho; na igreja, em casa, no trabalho, no carro, no ônibus, em fim, é uma comunhão contínua, uma amizade profunda.
Somente uma fé genuína, sem a jactância de obras humanas, pode estabelecer uma verdadeira amizade com o Senhor, e o “pai da fé”, Abraão, nutria esta fé. “...E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus.” (Tiago 2:23)
Somente uma sede desesperada e insaciável e quase compulsiva pode conquistar a amizade intima do Senhor, e Moisés possuía tal sede. “E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com seu amigo...Então, ele [Moisés] disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.” (Êxodo 33:11, 18).
A condição fundamental exigida por este Noivo que deu a vida por nós, para uma intimidade maior é a obediência irrestrita. “Ninguém tem maior do que este: de alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:13-15).
Jesus quer caminhar conosco, e tem encontrado uma geração cujo sentimento é recíproco. Esta é a geração que soltará a mão do “sistema” e andará de mãos dadas com o Noivo.   

Parte B – Uma Noiva que é fiel ao Noivo
1-      Evitando a Amizade com o Mundo

Entendo que a fidelidade é o sustentáculo primordial de qualquer relacionamento, principalmente um relacionamento conjugal e pré-conjugal.
Quando minha esposa e eu estávamos noivos, eu me preocupava muito com o tipo de amizade que ela nutria, e não poucos vezes, recomendei-lhe o afastamento de certas “amizades”.
Um tipo de amizade é claramente rejeitado pela palavra de Deus, a amizade com o mundo. “...Qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4). Seria um notável paradoxo casar-se com um inimigo, portanto se queremos ser amigos de Deus, precisamos ser inimigos do sistema mundial.
Este “contato” demasiado com o mundo político, ecumênico e com o artístico, tem deixado o Noivo extremamente enciumado. Embora precisemos ter consciência política e exercer nossa cidadania, “a política é mundo”, embora nos seja útil conhecer os conceitos de outras religiões e dentro de parâmetros, respeitá-las, “o ecumenismo é mundo”, e embora não possamos ser alienados da cultura e da informação, “o mundo artístico midiático é mundo”. Não posso conceber um ministro do evangelho se utilizar de música secular para ilustrar verdades espirituais, pois, nenhum incrédulo espera isso dentro de uma igreja.
Esta é a geração dos “radicais”. Deus seta levantando uma Igreja que renuncie o mundo em suas minúcias e que abre mão de seu lazer e entretenimento para dedicar seu amor e tempo ao Noivo. Aleluia!
    
2-      Não Amando o Mundo

Algumas pessoas não conseguem evitar e se afastar de sua amizade com o mundo por um simples motivo, ainda que neguem esta verdade, estas pessoas amam o mundo.
Tais pessoas dizem amar a Jesus, mas também amam as bandas e os cantores mundanos; dizem amar a Jesus, mas também amam seu time “do coração”; dizem amar a Jesus, mas também amam seus filmes seculares cheios de violência, terror, sensualidade e morte; dizem amar a Jesus, mas também amam suas “saidinhas” e “baladas” com amigos ímpios. Em fim, muitos por amar o mundo, mascaram este amor com a velha e tola alegação: “Não tem nada há ver!”. Lamentavelmente o inferno está repleto de pessoas que se justificavam com esta frase.
Não se engane, se você está enredado a estas coisas, o amor de Deus não está em você. Se a Igreja está de gracejo com estas coisas ela está destituída do amor de Deus, pois isto que diz o Espírito Santo: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1ª João 2:15-16)
O Noivo não dividirá nosso amor com nada e com ninguém, e é por isso que o Espírito Santo está preparando uma Noiva separada e pura, cujo amor está reservado somente para o Noivo.
Já ouvi alguém me dizer maliciosamente que estou tentando ser santo demais; a minha resposta é: “Eu deveria ser santo de menos!” se a Bíblia diz: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem é sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” (Apocalipse 22:11). Cada vez mais separados, cada vez mais puros, cada vez mais justos, cada vez mais santos, esta é a vontade do Noivo. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação...” (1ª Tessalonicenses 4:3).
Amemos somente a Ele, com o amor que Ele deseja ser amado (João 21:15-17). Louvado seja Deus!

Parte C – Uma Noiva que anseia pelo casamento
1-      Anunciando o Casamento

É estranho notar que no período de maior eminência da segunda volta de Cristo, parece ter diminuído o fluxo de mensagens de cunho escatológico. Não basta anunciar a morte do Senhor até que Ele venha (1ª Coríntios 11:26), precisamos anunciar que Ele vem (2ª Pedro 3:10).
Não credito no “avivamento” de uma igreja onde a mensagem da vinda do Rei é omitida e negligenciada. Levando em consideração que a morte dos santos, para a alegria do Pai, tem um fluxo tão constante e intenso, precisamos externar de nossos púlpitos mensagens a mensagem do consolo sem cessar. “...consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (1ª Tessalonicenses 4:13-18).
Os quatro pilares da doutrina pentecostal são: Jesus Cristo Salva, Jesus Cristo Cura, Jesus Cristo Batiza com o Espírito Santo e Jesus Cristo Virá. Quero louvar a Deus pela grande difusão da mensagem da cruz ao mundo perdido, e pelo derramamento do Espírito sobre toda a carne, também me alegro pelo grande mover de cura entre as nações, mas não posso conceber a escassez da mensagem do arrebatamento nos púlpitos, principalmente os “ditos” pentecostais.
Não há noiva apaixonada que não saia de casa em casa distribuindo os convites com a data de seu casamento. Lembro-me que minha esposa neste aspecto “correu” mais do que eu às vésperas do casamento.
Precisamos confrontar os “escarnecedores da segunda vinda” com o anúncio convicto dela (2ª Pedro 3:1-17) e não com vergonha da mensagem do arrebatamento, e lembre-se, “...digo isto conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Romanos 13:11).
Esta é a geração da Igreja que convida fervorosamente o mundo para as bodas, não se importando com os apelos escarnecedores dos céticos. É a geração da meia-noite, que clama: “...Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!” (Mateus 25:6)

2-      Preparando-se para o Casamento

Nenhuma noiva vai para a cerimônia matrimonial de qualquer maneira, o dia do casamento é o dia mais especial de sua vida, de forma que ele quer estar linda, pois os olhos de todos os convidados, padrinhos e principalmente do noivo estarão sobre ela. Apesar da beleza eterna de minha esposa, nunca a tinha visto tão bela e estonteante, ela passou todo aquele dia em salões de beleza e casas de estética, além disso, guardou sua honra para mim. Lá estava ela, entrando e desfilando sobre o longo tapete vermelho estendido especialmente para ela naquela igreja linda e cheia. Meu coração não pode conter o entusiasmo e a vaidade de ser o amado daquela beldade que se preparou a vida toda para aquele momento de gala.
Assim será também o encontro de Cristo com sua Igreja nos ares (1ª Tessalonicenses 4:17), a mais glamorosa e grandiosa festa de casamento da história, com duração de sete anos. Mas para que possamos fazer parte destas bodas, precisamos nos preparar. Paulo fala desta preparação ao comparar o casamento com este Grande Encontro nos Ares, “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Efésios 5:25-27). Note o estado em que deve estar a Igreja no dia do casamento: (1) GLORIOSA. Uma Igreja que tem intimidade com a glória de Deus e que venceu o mundo; (2) SEM MÁCULA. Uma Igreja sem nenhuma impureza; (3) NEM RUGA, NEM COISA SEMELHANTE. Uma Igreja renovada e não envelhecida pelo tradicionalismo dos dogmas e liturgias, e rejuvenescida pelo oxigênio do Espírito Santo; (4) SANTA. Uma Igreja que se identifica com o mais peculiar atributo do Noivo, a santidade; (5) IRREPREENSÍVEL. Uma Igreja que no dia do casamento não terá motivos para ser repreendida, senão para ser elogiada e amada pelo Noivo.
Para tal, Deus já tem levantado uma geração de verdadeiros “esteticistas espirituais”, com o mesmo fervor e zelo profético do apóstolo Paulo em relação à Igreja: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparadopara vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.” (2ª Coríntios 11:2)

3-      Clamando pelo Casamento

Eu não poderia concluir este seminário profético de outra maneira senão com o principal clamor profético da Igreja, MARANATA!!!
Uma igreja cujas motivações primordiais não incluam prioritariamente a esperança do arrebatamento dos santos, está indubitavelmente enferma.
Recordo-me que às vésperas de meu casamento, tanto eu, como minha esposa estávamos extremamente ansiosos para o grande dia. Porém, com toda minha expectativa, ainda houve em mim uma certa contenção de emoções, já minha linda noiva estava com suas emoções à flor da pele. Ela estava agitada, alvoroçada e indo de pra lá e pra cá.
Em muitos seguimentos denominacionais parece não haver o menor sinal de esperança ou de expectativa do “Dia do Casamento”. Algumas igrejas parecem querer prolongar o noivado, e o grande perigo disso, é que uma noiva que não casa fica “abrasada pela carne” (1ª Coríntios 7:9), Jesus, porém, não permitirá que a sua Noiva se corrompa, quando a concupiscência e o homem do pecado (2ª Tessalonicenses 2:3) dominarem a terra, a Igreja já estará casada.
Enquanto o dia das bodas não chega, guardemos dos “flertes inocentes” com o mundo, as “piadinhas gospel” que escarnecem o sagrado e os dons espirituais, isto constitui-se sacrilégio; as navegações impróprias nos oceanos pérfidos da querida internet; a “veneração discreta” a times esportivos e partidos políticos; a preferência “eclética” por música secular, que na verdade, em essência é música mundana. Por favor, caro leitor, não se engane, “Porventura, deita alguma fonte do mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.” (Tiago 3:11-12). O oposto de santo e consagrado, dentre definições como: corrompido, profano, impuro e mundano, é, secular. Estes “namoricos” com o mundo são o sintoma de uma Noiva que já perdeu o entusiasmo pelo Dia do Casamento, e está gostando da “vida de solteira” aqui na terra.
Agora é chegado o tempo, a Noiva será novamente visitada pelo “Eliezer divino” (Gênesis 24:1-67), o Espírito Santo, que a despertará, ai então, a Noiva ficará eufórica, ansiosa e correndo pra lá e pra cá anunciando o casamento.
É o Espírito Santo que fará com que a Noiva já se sinta Esposa, e ambos, juntos clamarão. “E o Espírito e a esposa dizem: vem!...” (Apocalipse 22:17).
É necessário um despertamento escatológico na doutrina da Igreja, uma renovação da maior esperança da Igreja (Tito 2:13), um amor apaixonado pela vinda do Noivo para que a Noiva receba a coroa da justiça. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juíz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2ª Timóteo 4:8)
O entusiasmo da Noiva está sendo restaurado e esta geração está sendo impelida a clamar: “vem!”, porém, esta geração sabe que enquanto o Noivo não vem, ela precisa trabalhar mais do que nunca, se adornando e convidando cada vez mais pessoas para as bodas.
Esta geração contemplará com seus olhos a Noiva mais saudável e vibrante de toda a história da Igreja, que incensará o mundo com a exuberância de sua beleza e por sua santidade sem precedentes.
Esta geração ouvirá as mais poderosas e precisas mensagens proféticas desde o período da Igreja Primitiva, pelos lábios consagrados de profetas especialmente treinados na escola do Espírito.
Esta geração será espiritual e doutrinariamente norteada por verdadeiros apóstolos, não de título, mas de unção, pois o mover apostólico é a nova diretriz para todo o corpo de Cristo, mesmo àquelas igrejas que não têm e não reconhecem “apóstolos” nominalmente.
Esta geração será alimentada e cuidada por pastores com o coração de Jesus Cristo, pastores que priorizam os interesses do Reino de Deus em detrimento aos interesses de suas convenções e organizações.
Esta geração será marcada pelas mais profundas revelações bíblicas, e os mais poderosos ensinamentos sobre o Reino de Deus, por intermédio, não de apologistas céticos, mas de mestres da Palavra ungidos por Deus.
Esta geração verá com seus olhos os evangelistas mais apaixonados e vibrantes desde John Wesley, Charles Finney e Dwith Moody, pregando a simples mensagem da cruz com uma unção sem precedentes, com sinais extraordinários.
Esta geração contemplará com seus próprios olhos o Espírito Santo “CURANDO A NOIVA”.


QUE CULTO É ESTE VOSSO?



...Que culto é este vosso?
Êxodo 12:26

            Esta é indagação que Moisés predisse que seria feita pelos filhos aos pais no que tange à páscoa, é, porém, em última análise a indagação que esta geração informada e inquiridora, faz à nós, Igreja do Senhor. O culto é o termômetro da vida espiritual da Igreja, e todos quantos querem conhecer uma igreja, mesmo que inconscientemente acabam avaliando o nível de entusiasmo e a atmosfera mística que permeia as reuniões de um grupo religioso. Particularmente sou parte de uma denominação pentecostal histórica (Igreja de Deus em Cristo), cujo culto é caracterizado por um fervor incomparável, mas ainda assim, me preocupo com o culto de muitas igrejas que não reflete mais a glória de Deus. E eu, como parte desta geração profética, lhe pergunto: “Que culto é este vosso?”

O Culto Show

No decorrer dos séculos de vida da Igreja, creio que os maiores ataques de Satanás à Igreja foram direcionados à forma e à liturgia do culto cristão, que foi infectado de forma a perder sua identidade neo testamentária. E Deus também nos indaga com o mesmo questionamento das gerações futuras que nos verão “cultuando” a Deus: “...Que culto é este vosso?” (Êxodo 12:26b).
Gostaria de explanar esta infecção do culto começando pelo mais moderno “método de culto” alternativo inventado pela religiosidade humana, o Culto Show. O interessante é que este tipo de culto é justificado pelos seus idealizadores como uma quebra do tradicionalismo e da religiosidade, quando na verdade é uma apologia ao secular e ao profano. Não existem mais parâmetros neste modelo de culto. Ritmos literalmente mundanos são incorporados ao santo louvor congregacional, desprezando a verdadeira adoração a Deus que consiste em quebrantamento (Salmo 34:18; 51:17), glorificação (Salmo 29:9; Hebreus 13:15) e lágrimas (Joel 2:17; 1º Samuel 1:10). Lamento parecer tão intolerante e antiquado, mas você deve concordar comigo que é impossível haver a maravilhosa junção de quebrantamento, glorificação e lágrimas ao som de samba, pagode ou funk “gospel”, tais ritmos poderiam até mesmo ser úteis em um trabalho “extra templo” de cunho evangelístico, mas não no sagrado momento de comunhão das duas horas de culto. Sou favorável aos ritmos alegres e festivos no culto a Deus, porém, dentro de parâmetros bíblicos e espirituais. Precisamos ser sensíveis ao Espírito Santo para sabermos e buscarmos aquilo que agrada ao Senhor e não simplesmente aquilo que agrada a determinada classe de pessoas da igreja. Sou um apaixonado pela cultura da Black Music, marcada pelo quebrantamento característico dos antigos escravos negros da América. A estratégia de Deus para atrair os jovens a Jesus, não é secularizando o louvor e sim produzindo a atmosfera ideal para a manifestação da verdadeira alegria da salvação e da glória de Deus.
Além disso, a Igreja precisa abandonar urgentemente seus “bezerros de ouro” e centralizar sua atenção e reverência a Deus e não a homens especialmente ungidos por Deus. Ao sair não deveríamos comentar: Que cantor! Ou, que pregador! Ao contrário deveríamos dizer: Que Deus! Não nos esqueçamos de que Deus depositou o seu “...tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2ª Coríntios 4:7).
Alguns líderes organizam o culto show com boa intenção, eles realmente querem agradar a Deus, mas se esquecem que o melhor organizador e promotor de eventos da Igreja é o Maravilhoso e Divino Espírito Santo. Davi organizou um verdadeiro “show pirotécnico” para trazer a presença de Deus (a arca) à Jerusalém, mas desprezou as orientações do Espírito através das escrituras. Isto redundou não em benção, mas em tragédia. A glória de Deus não virá escorada sobre as rodas vacilantes das programações e estratégias de marketing, mas sim sobre os ombros santos dos verdadeiros levitas de Deus (2º Samuel 6:1-15)
É tempo de substituir os artistas do púlpito pelos verdadeiros profetas, a luz dos holofotes pela luz do nosso testemunho cristão, os aplausos carnais pela glorificação e a fumaça de palco pela nuvem da glória de Deus.

O Culto Morno

Creio que nada é tão danoso e vergonhoso para a Igreja como um culto marcado pela apatia espiritual e pela negligência na adoração. Digo que é danoso e vergonhoso porque, em uma linguagem antropomórfica, Deus “fica doente” com tal culto, a ponto de sentir-se fortemente “enjoado”. Esta foi a advertência de Jesus à igreja de Laodicéia: “Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:15).
Por ter em minha alma uma unção profética, sinto-me profundamente irritado e ofendido ao contemplar em um culto certos comportamentos indolentes como casais com a cabeça debruçada no ombro um do outro como se estivessem no cinema, mãos no bolso, braços cruzados (Salmo 63:4; 143:6), celulares ligados, chicletes na boca numa mastigação quase “eqüina” (Hebreus 13:15), conversas vãs, chocarrices (Efésios 5:4), olhos secos e fixos em nada (Salmo 63:1-8; 42:1-3), cantarolas sem vida e sem expressão (2º Crônicas 5:13), ênfase política no púlpito, trajes indecorosos e pregações fracas e frias (Salmo 45:1; Lucas 24:32; Atos 10:44), dentre outras coisas. Gostaria que você meditasse em algo, pense na reverência que é legalmente devida no ambiente de um tribunal e na presença de um juiz de direito, pois é, em um júri, não se pode entrar com qualquer traje, aliás, as mulheres são proibidas de revelar as curvas de seu corpo com roupas pequenas e decotes, e tanto para homens quanto para mulheres o traje prudente é indispensável, tudo isso, principalmente, em reverência a presença de um juiz da terra, à vista disso, quanto mais devemos reverenciar o Juíz de toda a terra (Salmo 75:7a) no ambiente sagrado de sua casa? Não quero ser excessivamente taxativo em meu posicionamento dogmático, expondo que tipo de vestimenta é licita ou ilícita, que convém ou não convém, mas me manifesto taxativo e veemente quanto ao posicionamento moral e escriturístico, acerca disso, pois deveríamos observar melhor e contextualmente as seguintes escrituras: 1ª Timóteo 2:9-10; 1ª Pedro 3:3-5.
O que fez com que o fervor espiritual da igreja de Laodicéia mornasse, foram três fatores: (1) auto-suficiência e conformidade “...dizes:...de nada tenho falta...” Ap 3:17; (2) vida moral impura “...compres...vestes brancas...” v. 18; e (3) cegueira espiritual “...unjas os olhos com colírio...” v. 18b
É tempo de aquecermos nosso espírito no servir ao Senhor. “...sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Romanos 12:11b).
   
O Culto Desordenado

Creio que poucas coisas entristecem tanto o Espírito Santo quanto a desordem atribuída a Ele. Quero dizer, manifestações humanas e carnais praticadas por crentes imaturos que afirmam estarem sendo impelidos pelo meigo Espírito de Deus. Alguns “profetas” parecem entrar em uma espécie de transe e ficam possessos quando na verdade o que o próprio Espírito Santo diz é que “...os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1ª Coríntios 14:32), portanto, não há descontrole na operação dos dons. Quero, porém, declarar que em reavivamentos e manifestações da glória de Deus, invariavelmente existem excessos quase inevitáveis, que não podem ser contidos pelos moldes da teologia moderna e pelos paradigmas litúrgicos inflexíveis de líderes mornos, e este tipo de mover embriaga a alma humana até que esta extravase suas emoções e impulsos de arrependimento e indignidade diante de Deus. Porém, enquanto este tipo de intervenção sobrenatural divina não ocorre, nossos cultos devem ser alinhados nos moldes espirituais da Bíblia (1ª Coríntios 14:1-40).
Sou extremamente flexível com relação ao “cair no Espírito”, mesmo porque, já vi tais manifestações em evidência no meu ministério, mas, sou antagonista a este “empurra, empurra” que virou regra em certos movimentos que têm o cair como única prova do poder de Deus. Precisamos voltar a ser espontâneos e esperar o sobrenatural de Deus, sem tentar forjá-lo com “sopros de emocionalismo”.
É tempo de procurarmos organizar os cultos para agradar não ao publico, mas sim a Deus.


“A Divina Terapia da Angústia”


A atual configuração da Igreja moderna prima pela busca do sucesso, auto-satisfação e principalmente da alegria. Parece haver um tipo de construção artificial de uma atmosfera de “alegria”, que haja de forma terapêutica na alma aflita e ansiosa do homem moderno. Assim, muitas igrejas têm promovido seus cultos como mera forma de entretenimento, buscando satisfazer o ego humano a qualquer custo. Algo está tragicamente errado com este modelo! Existem pelo menos três perigos dessa falsa alegria na Igreja:

(1) A confusão entre alegria cultural e alegria espiritual.
Muitas igrejas possuem em sua liturgia uma natureza entusiasta (em especial os pentecostais), ou seja, elas são naturalmente vivas em sua forma de expressar seu culto a Deus, e isso acaba por influenciar inconscientemente essa forma de expressão de outros. Mas a questão é: Será que todos batem palmas, glorificam, dançam, e pulam, porque estão realmente repletos da Alegria do Senhor? Ou será que o aspecto cultural dessa igreja, produz nas pessoas um desejo de contextualização ou uma reação emocional previsível?
(2) A superficialidade dessa alegria temporal.
Essa falsa alegria religiosa é também uma produção artificial de entusiasmo, um falso fogo para suprir a ausência do fogo verdadeiro. Na realidade mais clara, essa “alegria” tem um caráter temporal, ou seja, ela dura enquanto durar o bem estar externo, é uma alegria que está na superfície de nosso ser, assim, é facilmente influenciada ou perdida pela realidade de fora: tempo, espaço e circunstância. Não é a Alegria do Espírito e da Eternidade, é mental e temporal.
(3) O engano que não nos prepara para o mal.
Por ser um substituto maligno da verdadeira alegria, essa falsa alegria parece nos preencher, mas quando surge aquele vazio existencial comum a todo ser humano, haverá um sentimento avassalador de tristeza que conduz a depressão. Essa é a razão porque pessoas que tem tudo o que diz respeito à bens, e até a fraternidade familiar, e situações ótimas ao seu redor, se desapegam de suas vidas a ponto de tirá-las, pois quando vem este mal nos afligir, ele só terá vitória em nós se a nossa alegria for falsa. Essa alegria só existe quando tudo vai bem, e quando essa alegria se esvai, logo a pessoa abandona a Deus.

A verdadeira alegria provém da tristeza. Se essa declaração lhe parece paradoxal ou pessimista, tenho outra para você: A melhor tristeza é a que provêm de DEUS, pois promove real alegria. Sim, existe uma tristeza que é “enviada” por Deus à nossa alma.
Davi, o homem segundo o coração de Deus, após ter cometido um adultério e um homicídio (II Sm 11:1-27), passou quase um ano sem confessar o seu pecado, isso lhe custou muito. Podemos crer que mesmo estando destruído por dentro, Davi encontrou formas superficiais de alegria, nos vinhos, danças e entretenimento do palácio real, mas somente ele sabia que sua alma estava em frangalhos (Sl 51:8). O Espírito de Deus que não queria perder Davi o tratou com a “terapia divina da angústia”. Então, como Davi parecia não responder à sua própria dor, Deus o confronta com seu recurso mais agudo: um Profeta (II Sm 12:1-15). Agora, entendendo-se “nu” diante Deus, Davi expressa uma das orações mais quebrantadas da Bíblia, o Salmo 51, e lá nos versos 11 e 12, ele reconhece pelo menos três coisas: (1) Sua indignidade de estar na presença de Deus naquele estado impenitente; (2) Que o Espírito Santo estava triste com ele a ponto de quase abandoná-lo; e (3) Ele precisava urgentemente restituir a verdadeira alegria em seu interior; que alegria é esta?

Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação...
Salmo 51:11-12

         Perceba que esse refrigério espiritual somente é possível mediante o genuíno arrependimento; enquanto as religiões oferecem uma ideologia de cunho cultural, a fé cristã é a única que nos constrange ao arrependimento, pois revela nossa triste condição: somos pecadores (Romanos 3:23). Este refrigério é o avivamento da verdadeira alegria, e assim expressa o apóstolo Pedro em seu sermão: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” (Atos 3:19).
         Com tudo isto, talvez você ainda não creia que Deus possa promover tristeza em nós. Vejamos então: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (II Coríntios 7:10). Note que, assim como há uma alegria mundana, há uma tristeza mundana. Essa tristeza segundo o mundo é uma assolação da auto-estima, da razão da vida e existência, uma tristeza que culmina com depressão e morte. Mas a tristeza segundo Deus é a que promove arrependimento e salvação.
         Jesus disse que a nossa alegria não pode residir sequer no fato de sermos usados por Ele, o possuirmos seus dons e autoridade, mas sim, no fato de termos nossos nomes escritos no céu (Lucas 10:19-20), a alegria da Salvação
Que tipo de alegria você tem sentido, e que tipo de tristeza você tem sentido?
Se quisermos a verdadeira alegria do Senhor, este gozo indizível e incondicional, precisamos sentir a dor e a angústia pelos nossos pecados. Tiago nos exorta:

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos pecadores; e, vós, de duplo ânimo, purificai o coração. Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.” (Tiago 4:8-9)

         A Igreja precisa passar pela correção divina para compreender essa necessidade de avivamento, e essa correção é dolorosa, pois ao contrário do que dizem os adeptos da mera “teologia do amor”, Deus é sim, um Deus que castiga seus filhos para o bem (Hebreus 12:6-11).

         Diante dessa verdade escriturística, quero confrontar respeitosamente os meus santos colegas de ministério, sejam pastores, pregadores, missionários (as) cantores, ministros em geral, para esta realidade. Pare de tentar forjar alegria emocional ou criar falso entusiasmo, saia um pouco do facebook e do twitter e corra para sua igreja ou para o seu quarto (Mateus 6:6), e chore, chore copiosamente pela farsa de seu ministério, que mascara suas própria práticas reprováveis e profanas. Foi Deus quem te escolheu homem e mulher de Deus, mas essa escolha, ao contrário de seus dons e vocação (Romanos 11:29), pode ser rejeitada no dia derradeiro (Mateus 7:21-23). É assim que Deus conclama seus ungidos hoje:

Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal... Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar...
Joel 2:12-13,17

         Não há dúvidas, o verdadeiro avivamento espiritual que a Igreja carece, não é marcado por um estado prévio de alegria, mas de tristeza; e quando essa Terapia Divina da Angustia for aceita por nós, então haverá um transbordar de alegria e gozo divino como jamais antes. A alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10), mas a tristeza do Senhor é o nosso caminho para essa alegria. Glória a Deus. Deus em Cristo te abençoe. 


A RESTAURAÇÃO DO MINISTÉRIO APOSTÓLICO



Emerge em nosso tempo, uma profunda reavaliação no ministério da Igreja, com vista em prevenir e extinguir os modismos e ventos de doutrina que em nada se assemelham aos princípios e padrões salutares da bíblia sagrada.
            Ao mesmo tempo em que estamos vivendo na geração do maior avivamento que o mundo já conheceu (Mt 24:14), vivemos também em uma época de supervalorização de títulos humanos, e principalmente, títulos eclesiásticos, os quais são muitas vezes atribuídos sem a menor justificativa ou propósito.
Neste pequeno estudo que posso chamar de “clamor profético”, quero abordar o ressurgimento de um dom ministerial que gera muitas opiniões paradoxais extremistas, de um lado estão àqueles que acreditam que este dom distinguia apenas os doze escolhidos de Jesus e a Paulo de Tarso, de outro há àqueles que banalizaram a terminologia do dom atribuindo-o a líderes denominacionais destituídos das credenciais inerentes a este dom ministerial. Refiro-me ao dom de APÓSTOLO.
            Proponho-me nesta postagem apresentar uma posição bíblica equilibrada acerca do apostolado moderno, e expor de maneira contundente e profética o posicionamento de Deus acerca do tema.

                                                      Redefinindo o Ministério Apostólico

A primeira menção bíblica do termo apóstolo encontra-se no evangelho escrito por Mateus 10:2 “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes...
            A palavra apóstolo do grego apostolos enviado, mensageiro, embaixador, refere-se inicialmente a estes doze homens selecionados por Jesus para serem seus representantes e pioneiros na fundação da Igreja cristã. O próprio Senhor Jesus é citado como apóstolo dado o seu envio para cumprir uma missão divina: “Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo...” (Hb 3:1; Jo 17:3)
            Não podemos restringir o apostolado apenas ao âmbito dos doze eleitos pelo Senhor, porém, não podemos negar a singularidade destes em detrimento de suas credenciais e privilégios, haja vista que sua missão foi de caráter exclusivo. Os doze receberam os primeiros e mais importantes ensinamentos de Jesus no afã de difundi-los e estabelecer o novo fundamento que complementasse os profetas sem tirar a preeminência de Cristo como o faz a “igreja romana”: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina.” (Ef 2:20)
            Os doze também distinguem-se por sua inigualável posição e glória futura à despeito de terem sido martirizados (com exceção de João): “...Em verdade vos digo que vós, que me seguistes [os doze], quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” (Mt 19:28)
            As distinções fundamentais dos doze primeiros apóstolos eram seu conhecimento e experiência singular de Cristo e de sua doutrina, por terem estado junto a ele por mais de três anos. Neste aspecto os doze foram únicos e insubstituíveis. Podemos resumir sua importância em três aspectos marcantes e inegáveis testemunhados por eles:
1-      Os ensinamentos diretos e claros de Jesus;
2-      Os milagres operados por Jesus;
3-      A ressurreição de Jesus.
Afinal, não por acaso, os seus nomes estarão gravados nas doze colunas que sustentam a muralha da Nova Jerusalém. “E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” (Ap 21:14).
            Eis, porém, uma questão muito debatida: Houve outros apóstolos além dos doze? Antes de responder isto à luz da bíblia, lembremo-nos de que uma “décima terceira pessoa” assumiu um lugar vago no apostolado, do qual Judas se desviou. Vamos abrir o nosso espírito para algumas revelações que eu recebi acerca deste episódio, na postagem seguinte.


Dois Tipos Antagonistas no Ministério Apostólico


Judas é a figura profética de uma geração de ministério reprovada por Deus, uma geração que anda com Jesus apenas em função de uma “crença religiosa” e com motivações temporais, mas cujo coração está longe de Deus e de seus princípios. Estas são as características da “Geração Judas”:

1-       Ministério formalista que não entende nada sobre adoração. Quando a mulher de Betânia adorou a Jesus com sua oferta, Judas demonstrou toda sua frieza e formalismo quando não compreendeu o ato profético daquela adoradora (Mc 14:3-9). Note que adoração desta mulher tinha pelo menos quatro características (v. 3): (1) A adoração deve ser pura “...unguento de nardo puro...”; (2) A adoração deve ser sacrificial “...de muito preço...”; (3) A adoração deve ser com quebrantamento “...e, quebrando o vaso...”; (4) A adoração deve ser total e completa “...lho derramou sobre a cabeça.” A reação do pseudo-apóstolo à atitude da mulher foi de censura, como muitos ministros frios desta geração: “...Para que...[isto]?” (v. 4b) E a resposta de Jesus foi e será sempre a mesma, para os formalistas do passado e da atualidade: “...Deixai-a, para que a molestais?...” (v. 6). Por mais extravagante que seja a adoração não cabe a ninguém censura-la, deixai-a! Glória a Deus!
2-       Ministério cujo coração está inclinado para o mal. O texto de João 13:2 deixa muito claro que tipo de coração tinha Judas: “...tendo já o diabo posto no coração de Judas...” Poderia um homem cujo coração é receptáculo de intentos malignos desenvolver um ministério aprovado por Deus e em sintonia com os seus propósitos? Muitos ingressam no ministério com motivações impuras e corações não regenerados. Alguém cujo coração é suscetível às sugestões maliciosas de Satanás ou do mundo não está apto ao santo ministério. Vivemos em dias proféticos, em que observamos com real clarividência os dois tipos de igrejas desta dispensação final, Filadélfia e Laodicéia – Ap 3:7-22, e muitas “igrejas” não se fundamentam em qualquer princípio ou fundamento escriturístico para a consagração de obreiros e principalmente ministros, as prerrogativas e credenciais relacionadas por nosso professor apóstolo Paulo são ignoradas de forma ultrajante (I Tm 3:1-13), consagra-se por se ter o dízimo mais alto, por se ter formação acadêmica, por gozar de intimidade com a liderança, e por muitos outros fatores que nada tem a ver com os valores requeridos por Deus. E a maior parte destes, “caem”, pois são neófitos (I Tm 3:6), ou seja, não estão moral e espiritualmente preparados para o ministério, e o seu final é vaticinado pelo texto paulino: “...[cairão] na condenação do diabo.” Esta foi a condenação de Judas (Mt 27:1-5; At 1:18)
3-       Ministério marcado pela avareza e cobiça. Esta faceta do ministério de Judas foi predita pelo profeta Zacarias (Zc 11:12), e confirmada de maneira enfática e contundente pelo evangelista João: “...porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.” (Jo 12:6). Em uma geração devota de Mamóm como é a nossa, esta é uma realidade em muitos ministérios que tem como único foco a lã do rebanho (o dinheiro). Pastores de congregações locais que traem a confiança de seus lideres fazendo o chamado “caixa dois”, pois não tem fé e caráter suficiente para crer e depender totalmente da provisão de Deus; evangelistas e pregadores itinerantes que profissionalizaram a vocação, cobrando “cachês” exorbitantes para ministrarem algo que nem ao menos pertence a eles. A palavra de nosso Mestre a estes é: “...de graça recebestes, de graça daí.” (Mt 10:8). Por outro lado, temos pastores avarentos, que para sustentar a pompa de suas “catedrais”, desprezam ministros itinerantes sérios e comprometidos com Deus e com sua palavra, como o foram o diácono-evangelista Filipe (At 8:5-7), o avivalista Apolo (At 18:24-28) e o profeta neo-testamentário Ágabo (At 21:10). Judas era o tesoureiro da comitiva apostólica de Jesus, porém o texto é claro em proferir que ele roubava da bolsa o dinheiro das ofertas, pois sua ganância já o havia cegado. Não há nada de errado em ter dinheiro, a maldição estará no tipo de sentimento que nutrimos por ele. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (I Tm 6:10)
4-       Ministério que assassina profetas por preferir políticos. Alguns estudiosos cogitam que a origem do sobrenome Escariotes de Judas, deriva-se de Queriotes, uma cidade moabita amaldiçoada por Deus (Jr 48:25; Am 2:2), na forma aramaicizada temos: “isqaryã’ã” que significa “um assassino”, e isto se apresenta em meu espírito com um significado profético. Judas era um ministro racionalista, que esperava o aparecimento de um Messias político, que livrasse Israel do jugo romano pela espada ou mesmo pela diplomacia, quando começou a entender que Jesus não veio para reinar em um trono de marfim, e sim implantar um reino espiritual na terra (para posteriormente implanta-lo de maneira literal), se decepcionou com o Mestre e foi tomado por espírito homicida. Ele não queria um Messias profeta, ele queria um déspota tirano. Este é o retrato típico de muitos ministérios da atualidade, seus púlpitos somente estão disponíveis para os politicamente influentes, mas vetados para os verdadeiros profetas. Muitos “sacerdotes” estão inchados e cauterizados como Amazias que tentou frustrar o ministério de Amós em Betel: “Depois Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas em Betel daqui por diante não profetizaras mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino.” (Am 7:12-13) Diante de Deus, reis não são maiores do que profetas. Quando Jerusalém deixou de ser a capital espiritual da fé judaica para se tornar meramente uma atração turística rentável à monarquia de Judá, passou a perseguir os profetas, ao que Jesus lamentou: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados...” (Mt 23:37). Esta “geração Judas” não terá êxito, pois o Senhor está levantando uma “geração Matias” (sobre isto falarei mais adiante).
5-       Ministério marcado pela hipocrisia. O cinismo de Judas é uma característica marcante em ministérios hodiernos, uma ênfase “mecânica” em manter as aparências e conservar os protocolos do legalismo religioso, demonstrando um pseudo-amor mediante atos externos destituídos de motivações sinceras. A palavra “hipócrita” é mencionada em Mateus 6:2 em seu texto original como “hupokrites”, que significa literalmente “àquele que usa uma máscara para disfarçar suas verdadeiras motivações. Atos externos não empolgam à Deus. “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas [hupokritesnas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” Tapinhas nas costas para selar vantagens ministeriais, apertos de mão com duplo propósito, palavras lisonjeiras com tom velado de suborno. Muitos homens de Deus estão correndo perigo se não se precaverem, pois estão cercados de bajuladores que ao menor sinal de contrariedade se tornarão lobos devoradores (Mt 10:16). Pastores, vigiem! Tudo isto não convém ao santo ministério. As palavras de Judas são as palavras dos obreiros hipócritas: “...Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o...” (Mc 14:44)
6-       Ministério curto que será sucedido pela “geração Matias”. Davi, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu um salmo profético acerca do desfecho do ministério de Judas dizendo: “Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício.” (Sl 109:8). O mesmo Espírito abriu o entendimento de Pedro, associando este salmo à sorte de Judas (At 1:15-20). Não precisaremos mover uma palha para combater o ministério “dos Judas”, pois ele será abreviado e substituído por outro escolhido por Deus. Esta liderança corrompida que tem censurado os adoradores, emprestado o coração ao diabo, servido a Mamóm, assassinado profetas, e dissimulado suas motivações, dará lugar a uma nova geração que o senhor já está levantando, a “GERAÇÃO MATIAS”.

Por sua credibilidade Matias foi separado junto com José Justo, para depois ser confirmado pelo Espírito Santo como o sucessor da “cadeira apostólica” que pertencia a Judas. Eis aqui cinco características da “geração profética e apostólica de Matias” que o Espírito Santo me confidenciou:
1-                 Ministério que não troca as glórias do futuro pelas incertezas do presente (Mt 26:15; Lc 22:30). Judas tinha de Jesus a promessa de um trono no reino futuro junto aos demais onze apóstolos, mas por precipitação trocou esta gloriosa posição honorífica por miseras trinta moedas de prata. Matias estará lá ocupando esta posição que pertenceria a Judas. Assim diz o Senhor: As minhas honras ficarão para esta nova geração. Aleluia!
2-                 Ministério perseverante que não arreda o pé (At 1:21-22). O sucessor de Judas deveria ser alguém que conviveu com Jesus e os apóstolos antes do início de seu ministério terreno, tendo estado sob a autoridade profética de João Batista, até os momentos finais, que incluem a morte, a ressurreição e a ascensão de Cristo. Em fim esta nova geração profética é uma geração perseverante, que não para no meio do caminho, que não abandona seus líderes ungidos, mas permanece até a consumação de sua dispensação, seja por morte ou pelo arrebatamento da Igreja. Glória a Deus! Esta é a “geração Matias”.
3-                 Ministério levantado através de oração (At 1:24). Como é prejudicial à igreja a consagração de obreiros sem a direção clara e direta do Espírito Santo. Deus ainda quer falar com sua liderança, apontando homens e mulheres chamados que darão frutos permanentes. Respostas, estratégias e nomes são dados como resposta de oração perseverante e com fé. Assim como Matias o foi, a nova geração será indicada não pelo amigo, do amigo, do amigo do pastor ou do líder tal, e sim, pelo agenciador da igreja, o divino Espírito Santo (At 13:2). “E, orando...” (At 1:24 a
4-                 Ministério provado pelos degraus eclesiásticos (Lc 10:1). O grande historiador Eusébio de Cesaréia, afirmou em sua famosa obra “HISTÓRIA ECLESIÁSTICA”, que Matias fazia parte do segundo grupo ordenado por Cristo para a grande comissão, os setenta, sendo assim, Matias foi provado em uma posição “de menos destaque” antes de fazer parte do seleto grupo do colégio apostólico dos doze. Nota-se em nossos dias uma verdadeira descaracterização e desvalorização do santo ministério, quando homens absolutamente destituídos de algum tipo de bagagem ministerial são alçados ao episcopado pelos méritos mais absurdos. Será que um homem está preparado para o ministério somente pelo fato de ser um ícone na sociedade, como um atleta de alto nível ou um artista de TV, a resposta é obvia, NÃO! Ninguém pode alçar a honorífica posição episcopal sem passar pelas fases primárias do discipulado cristão e da “prova” para estar apto. Desejar o ministério é algo louvável (I Tm 3:1), porém, “não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.” (I Tm 3:6). A “prova” é imprescindível. “E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam [ministrem], se forem irrepreensíveis.” (I Tm 3:10). Se não for provado pelas agruras da obra, tenha ao menos um legado espiritual de uma “família sacerdotal”. Antes de compor o seleto “grupo dos doze”, passe pela experiência com “os setenta”.   
5-                 Ministério escolhido por Deus e revelado aos homens (At 1:26)Existem muitos ministros que já foram escolhidos por Deus, mas ainda não foram revelados por Deus às lideranças constituídas por Deus. Isto tem gerado uma verdadeira “migração evangélica” de crentes de uma igreja para outra atrás de um lugar ao sol no ministério. Muitos “profetas” precipitados se tornaram verdadeiros “ciganos da fé”, nômades incansáveis que buscam o reconhecimento e a aprovação de homens e não de Deus (II Tm 2:15). Moisés foi escolhido no ventre de Joquebede, mas seu ministério foi revelado apenas quarenta anos depois, Paulo já era um ministro no presciente projeto de Deus, mas seu ministério somente “explodiu” catorze anos após a sua milagrosa conversão. Se Deus pode endurecer o coração de um faraó para provar seus servos, ele pode “amolecer” o coração de seus líderes ungidos para reconhecer seus escolhidos. Quando chega o tempo certo, haverá um consenso unânime. “...E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos.” Não se esqueça que Deus pode exaltar ricamente o mais anônimo e insignificante dos homens, ele é o Deus que “...do pó levanta o pequeno, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes do seu povo.” (Sl 113:7-8) E, o exaltar, não cabe a homens e instituições senão a Deus, “Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz; a um abate e a outro exalta” (Sl 75:6-7). A “geração Matias” será revelada no tempo certo.


Concluindo esta postagem tão repleta de revelações e exortações proféticas, devemos nos lembrar que a bíblia menciona outros ministros como apóstolos além dos doze, destacando que, os doze foram enviados por Jesus, e os demais até os dias de hoje são enviados pelo outro Consolador “da mesma espécie”, o Espírito Santo (Jo 14:16).
           
            Paulo de Tarso (de quem falaremos mais em postagens posteriores) e Barnabé, são citados como apóstolos por Lucas em sua narrativa (At 14:4, 14), em Romanos 16:7, Paulo menciona o nome de dois parentes seus que aceitaram a fé antes dele, aos quais chamou apóstolos: “Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e foram antes de mim em Cristo.


O MINISTÉRIO APOSTÓLICO NO ANTIGO TESTAMENTO


 Não pensemos que o ministério apostólico é um novo dom instituído nesta dispensação, apenas sua nomenclatura é nova, suas atribuições remontam o período veterotestamentário. Há muitas características que credenciam um ministro ao título apostólico, porém, destacamos quatro deles que se observa no ministério de alguns heróis da Antiga Aliança, AUTORIDADE, LIDERANÇA, TESTEMUNHO EFICAZ e SINAIS MIRACULOSOS. Vejamos:
            Autoridade. Um apóstolo é um ministro dotado de reconhecida autoridade espiritual outorgada por Deus e ratificada por suas experiências com Deus. Esta autoridade consiste no poder do Espírito Santo atuando na vida do ministro.
            Liderança. O ministro apostólico é também dotado de uma poderosa habilidade para liderar e organizar os seguimentos da obra de Deus, fazendo-a crescente e eficaz, exercendo sobre as pessoas uma forte influência e magnetismo pessoal, oriundos do Espírito de Deus.
            Testemunho eficaz. A habilidade sobrenatural de persuasão é outra marca singular do ministro apostólico, que transmite a palavra do Senhor de maneira profunda, e ao mesmo tempo simples e convincente, levando as pessoas ao conhecimento de Deus mediante a palavra pregada.
            Sinais miraculosos. O sobrenatural acompanha o ministério do apóstolo, cujos atos e a mensagem são confirmados por Deus. O miraculoso é uma credencial indispensável para o reconhecimento de um ministério genuinamente apostólico, como veremos no capítulo VI.
            Levando em consideração estas quatro credencias aqui relacionadas, entendemos que houve uma unção apostólica em homens como Moisés e Josué. Quero, porém, me concentrar no ministério de um homem que foi fiel a Deus e ao seu “mentor espiritual”, refiro-me a Elizeu, o fervoroso assistente do profeta Elias. Elizeu foi dotado em seu tempo, de um ministério apostólico. Vejamos.
            A autoridade do profeta Elizeu é expressa em toda a narrativa de seu ministério, destacamos, no entanto, o episódio de II Reis 3:13-27.
            Elizeu não se curvava diante dos títulos humanos, pois sabia que sua posição era mais honrosa, ele era um embaixador de Deus, assim como as medalhas e a ostentação social do “grande” general Naamã, não causaram intimidação no profeta apostólico (II Rs 5:10), a presença do ímpio rei Jorão de Israel lhe foi desprezível e indigna de sua atenção e honra (II Rs 3:14). Vemos em muitos ministros justamente o oposto disso, homens que foram incumbidos de ser representantes de Deus na terra, se curvando aos princípios e valores de ícones da sociedade secular. Quantos ministros ungidos por Deus para dedicarem suas vidas ao santo ministério, sucumbindo às honrarias de uma posição destacada no cenário político. Não sou, absolutamente, contra o fato de obreiros ingressarem na política desde que sejam competentes para tal, mas entendo que a posição de um ministro do evangelho é infinitamente mais elevada. Quando indagado acerca de uma suposta candidatura à presidência dos Estados Unidos, o lendário evangelista Billy Graham declarou: “Eu sou embaixador de Cristo, jamais me rebaixaria a tal ponto!
            A autoridade profética de Elizeu era uma marca determinante de seu “apostolado”.
            A liderança era outro grande referencial apostólico no ministério de Elizeu, comprovado principalmente pela notável influência que exerceu nos seus dias sobre a sociedade judaica e entre outras nações. A escola discente da escola de profetas daqueles dias via em Elizeu um paradigma ministerial muito destacado. Em uma ocasião em que o “campus da universidade profética” tornou-se pequeno para atender a alta demanda de jovens que se matriculavam, Elizeu foi consultado e chamado para supervisionar aquele grande empreendimento. Formou-se, então, sob a superintendência de Elizeu uma grande universidade como a que fundou o legendário evangelista Oral Roberts (II Reis 6:1-3).
            A capacidade de liderança de Elizeu outorga-lhe o direito de ser contado entre os ministros apostólicos.
            O testemunho eficaz foi outro diferencial no ministério de Elizeu, a começar por seu testemunho de vida, que era testificado por todos os foram por ele ministrados. A jovem hebréia, escrava do general sírio Naamã, testificou à sua senhora o poder que estava sobre o ministério de Elizeu (II Rs 5:3). Por intermédio do testemunho do profeta Elizeu, Naamã se humilhou e se rendeu ao Senhor junto com toda sua comitiva militar, reconhecendo-o como o único Deus. “Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio, e pôs-se diante dele, e disse:Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus, senão em Israel...” (II Rs 5:15)
            Será que as pessoas podem observar em nossa vida um testemunho positivamente marcante como ministros de Deus, a ponto de as pessoas nos considerarem como santos homens e mulheres de Deus? Uma influente e observadora mulher na cidade de Suném, foi alcançada pelo testemunho eficaz de Elizeu, e comentou com seu marido: “...Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.” (II Rs 4:9).
            Não tenho dúvidas de que muitos foram levados à fé do Deus e Israel por intermédio do profeta Elizeu. Elizeu foi enviado à Israel e às nações.
Testemunho, esta credencial apostólica de Elizeu foi recomendada por outro apóstolo: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo [Cristo] e despenseiros dos mistérios de Deus.” (I Co 4:1).
            O ministério de Elizeu era marcado também por sinais miraculosos, dentre os quais podemos citar a purificação das águas de Jericó, quando o nosso profeta apostólico lançou sal na fonte das mesmas (II Rs 2:19-21); a multiplicação do azeite de uma viúva (II Rs 4:1-7); a ressurreição do filho da mulher sunamita (II Rs 4:32-37); o machado que flutuou (II Rs 6:6-7), e outros. Em fim, o profeta Elizeu foi um profeta apostólico.
            Alguns ícones do Antigo Testamento representaram um referencial ministerial à ser seguido em nossos dias, tais referenciais estabelecem um padrão apostólico, e é sobre isto que quero falar na próxima postagem.