sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

PROFETAS APOSTÓLICOS

Os profetas sempre exerceram uma influência significativa na vida religiosa e política do povo de Israel. Grandes avivamentos foram desencadeados mediante a mensagem incisiva e contundente destes homens que gozaram de uma intimidade singular com Deus. Três principais características expressam a distinção do profeta entre os “homens comuns”:
1-      Suas palavras eram respaldadas por Deus. “E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde) hão de saber que esteve no meio deles um profeta.” (Ez 2:5)
2-      São intocáveis para Deus. “Não toqueis nos meus ungidos e não maltrateis os meus profetas” (Sl 105:15)
3-      São confidentes de Deus. “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” (Am 3:7)
Nas dispensações passadas, representavam a Deus no ministério e eram ungidos, os reis; os sacerdotes; os juizes e os profetas, porém, os mais destacados foram os profetas, embora todos tivessem sua importância.
Assim como existem semelhanças entre o profeta no Antigo Testamento, existem também diferenças. Em seu livro intitulado: Títulos e Dons do Ministério Cristão, o professor Estêvam Ângelo de Sousa assim escreveu: “É quase certo que alguns pensam em um profeta do A.T. à maneira do que julgam ser um profeta em nossos dias. Pensam talvez em um homem de joelhos, com os olhos fechados, a proferir, sob o impulso do Espírito Santo, uma mensagem predita ou de advertência. Este conceito, entretanto, não corresponde ao profeta nem do A.T nem do N.T.
O mais certo é pensar em um homem sentado a uma mesa, a escrever a mensagem que Deus lhe vai colocando na mente, ou mesmo ditando para outro escrever, como no caso de Jeremias e Baruque (Jr 45), etc., falando ao povo, convocando especialmente para determinadas ocasiões. Outras vezes falando ao rei, às autoridades de seu país, em audiências obtidas propositadamente; e ainda transpondo as fronteiras do seu país, andando léguas e léguas, levando impressa em sua mente a mensagem de Deus, a outros povos; à semelhança de um estadista, um emissário, com a autoridade para denunciar as transgressões dos reis, dos príncipes e povos, a exortá-los ao arrependimento e à conversão a Deus, como faz em nossos dias, um pregador do Evangelho, movido pelo Espírito Santo.
Perceba aqui, que, o profeta do passado possuía as credenciais do pregador da atual dispensação. Devemos, porém, distinguir o Ministério de Profeta do Dom de Profecia.
            Muitos se intitulam “profetas”, sem ter a menor familiaridade com as Escrituras, o que constitui-se como um paradoxo, pois o verdadeiro profeta destaca-se como um “oráculo de Deus”, o profeta “borbulha” a palavra de Deus pois está cheio dela. Não são todos no corpo de Cristo que podem exercer o ofício de profeta, pois nem todos estão biblicamente preparados para isso. Este é o Ministério Profético, “E ele mesmo deu uns para...profetas...” (Ef 4:11).
            Como um profeta, eu sei que o desejo de Deus é que todos profetizem. Deus sempre anelou por uma geração profética, e Ele expressou isto através de dois grandes ícones, no Antigo Testamento, Moisés e no Novo Testamento Paulo de Tarso (Nm 11:29; I Co 14:5). O ministério profético é distintivo, mas o dom de profetizar é para todos os crentes, e deve ser anelado e buscado por todo crente zeloso, “Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (I Co 14:1).
            O ministério profético hoje não pode perder o seu foco e assumir características da Antiga Aliança, pois assim, não seria um ministério apostólico. Não é raro se ver hoje “profetas” vaticinado morte, caos e a ira divina, e isto não é um ministério profético genuíno, não obstante eu creio que Deus ainda exerce juízo sobre o pecado do homem, mas a implacável ira do Pai foi desviada da humanidade quando se deparou com o Filho na cruz do calvário. O extremo dessa situação são os “profetas do uma vez salvo, salvo para sempre”. Não quero me embrenhar aqui em uma discussão teológica sobre calvinismo e arminianismo, pois o conteúdo deste livro é de cunho profético, mas o profeta não somente anunciar a face graciosa e provedora de Deus e omitir seu juízo vindouro.
            Profetas não podem viver à “entregar chaves” de casas ou automóveis (embora Deus o possa fazer) e dizer falsamente: “Meu servo, estou me agradando de ti, diz o Senhor!” quando a pessoa está com a vida atolada no pecado. Este é o motivo de muitos “crentes” não se converterem de verdade. “Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram!” (Ez 13:3). O profeta apostólico limita-se a edificar os fiéis, exortar os desapercebidos e consolar os aflitos (I Co 14:3).
            Existem alguns critérios para se identificar a autenticidade de um ministro profético, mas o principal é dado pelo maior profeta que já existiu: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvores má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda arvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7:15-20).
            Há um modelo típico e expresso deste tipo de ministro no livro de Atos (o paradigma para a Igreja moderna), trata-se de um de um profeta que também exerceu o ofício apostólico, Silas. “Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras.” (At 15:32). Perceba que, o ministério profético de Silas conferiu-lhe o privilégio de ser escolhido por Paulo para uma missão apostólica “E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu...” (At 15:40), isto, logo após o “desligamento” ministerial de Paulo e Barnabé (At 15:39). Silas foi um PROFETA APOSTÓLICO. 
            Precisamos de uma restauração na compreensão do ministério apostólico para haja uma nova compreensão do que é um profeta na Aliança da Graça.

PROFETISMO APOSTÓLICO NO ANTIGO TESTAMENTO


 Não pensemos que o ministério apostólico é um novo dom instituído nesta dispensação, apenas sua nomenclatura é nova, suas atribuições remontam o período veterotestamentário. Há muitas características que credenciam um ministro ao título apostólico, porém, destacamos quatro deles que se observa no ministério de alguns heróis da Antiga Aliança, AUTORIDADE, LIDERANÇA, TESTEMUNHO EFICAZ e SINAIS MIRACULOSOS. Encontramos no A.T uma categoria singular, o Profeta Apostólico. Vejamos:
            Autoridade. Um apóstolo é um ministro dotado de reconhecida autoridade espiritual outorgada por Deus e ratificada por suas experiências com Deus. Esta autoridade consiste no poder do Espírito Santo atuando na vida do ministro.
            Liderança. O ministro apostólico é também dotado de uma poderosa habilidade para liderar e organizar os seguimentos da obra de Deus, fazendo-a crescente e eficaz, exercendo sobre as pessoas uma forte influência e magnetismo pessoal, oriundos do Espírito de Deus.
            Testemunho eficaz. A habilidade sobrenatural de persuasão é outra marca singular do ministro apostólico, que transmite a palavra do Senhor de maneira profunda, e ao mesmo tempo simples e convincente, levando as pessoas ao conhecimento de Deus mediante a palavra pregada.
            Sinais miraculosos. O sobrenatural acompanha o ministério do apóstolo, cujos atos e a mensagem são confirmados por Deus. O miraculoso é uma credencial indispensável para o reconhecimento de um ministério genuinamente apostólico, como veremos no capítulo VI.
            Levando em consideração estas quatro credencias aqui relacionadas, entendemos que houve uma unção apostólica em homens como Moisés e Josué. Quero, porém, me concentrar no ministério de um homem que foi fiel a Deus e ao seu “mentor espiritual”, refiro-me a Elizeu, o fervoroso assistente do profeta Elias. Elizeu foi dotado em seu tempo, de um ministério apostólico. Vejamos.
            A autoridade do profeta Elizeu é expressa em toda a narrativa de seu ministério, destacamos, no entanto, o episódio de II Reis 3:13-27.
            Elizeu não se curvava diante dos títulos humanos, pois sabia que sua posição era mais honrosa, ele era um embaixador de Deus, assim como as medalhas e a ostentação social do “grande” general Naamã, não causaram intimidação no profeta apostólico (II Rs 5:10), a presença do ímpio rei Jorão de Israel lhe foi desprezível e indigna de sua atenção e honra (II Rs 3:14). Vemos em muitos ministros justamente o oposto disso, homens que foram incumbidos de ser representantes de Deus na terra, se curvando aos princípios e valores de ícones da sociedade secular. Quantos ministros ungidos por Deus para dedicarem suas vidas ao santo ministério, sucumbindo às honrarias de uma posição destacada no cenário político. Não sou, absolutamente, contra o fato de obreiros ingressarem na política desde que sejam competentes para tal, mas entendo que a posição de um ministro do evangelho é infinitamente mais elevada. Quando indagado acerca de uma suposta candidatura à presidência dos Estados Unidos, o lendário evangelista Billy Graham declarou: “Eu sou embaixador de Cristo, jamais me rebaixaria a tal ponto!
            A autoridade profética de Elizeu era uma marca determinante de seu “apostolado”.
            A liderança era outro grande referencial apostólico no ministério de Elizeu, comprovado principalmente pela notável influência que exerceu nos seus dias sobre a sociedade judaica e entre outras nações. A escola discente da escola de profetas daqueles dias via em Elizeu um paradigma ministerial muito destacado. Em uma ocasião em que o “campus da universidade profética” tornou-se pequeno para atender a alta demanda de jovens que se matriculavam, Elizeu foi consultado e chamado para supervisionar aquele grande empreendimento. Formou-se, então, sob a superintendência de Elizeu uma grande universidade como a que fundou o legendário evangelista Oral Roberts (II Reis 6:1-3).
            A capacidade de liderança de Elizeu outorga-lhe o direito de ser contado entre os ministros apostólicos.
            O testemunho eficaz foi outro diferencial no ministério de Elizeu, a começar por seu testemunho de vida, que era testificado por todos os foram por ele ministrados. A jovem hebréia, escrava do general sírio Naamã, testificou à sua senhora o poder que estava sobre o ministério de Elizeu (II Rs 5:3). Por intermédio do testemunho do profeta Elizeu, Naamã se humilhou e se rendeu ao Senhor junto com toda sua comitiva militar, reconhecendo-o como o único Deus. “Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio, e pôs-se diante dele, e disse:Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus, senão em Israel...” (II Rs 5:15)
            Será que as pessoas podem observar em nossa vida um testemunho positivamente marcante como ministros de Deus, a ponto de as pessoas nos considerarem como santos homens e mulheres de Deus? Uma influente e observadora mulher na cidade de Suném, foi alcançada pelo testemunho eficaz de Elizeu, e comentou com seu marido: “...Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.” (II Rs 4:9).
            Não tenho dúvidas de que muitos foram levados à fé do Deus e Israel por intermédio do profeta Elizeu. Elizeu foi enviado à Israel e às nações.
Testemunho, esta credencial apostólica de Elizeu foi recomendada por outro apóstolo: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo [Cristo] e despenseiros dos mistérios de Deus.” (I Co 4:1).
            O ministério de Elizeu era marcado também por sinais miraculosos, dentre os quais podemos citar a purificação das águas de Jericó, quando o nosso profeta apostólico lançou sal na fonte das mesmas (II Rs 2:19-21); a multiplicação do azeite de uma viúva (II Rs 4:1-7); a ressurreição do filho da mulher sunamita (II Rs 4:32-37); o machado que flutuou (II Rs 6:6-7), e outros. Em fim, o profeta Elizeu foi um profeta apostólico.


PROFETISMO APOSTÓLICO NO ANTIGO TESTAMENTO


 Não pensemos que o ministério apostólico é um novo dom instituído nesta dispensação, apenas sua nomenclatura é nova, suas atribuições remontam o período veterotestamentário. Há muitas características que credenciam um ministro ao título apostólico, porém, destacamos quatro deles que se observa no ministério de alguns heróis da Antiga Aliança, AUTORIDADE, LIDERANÇA, TESTEMUNHO EFICAZ e SINAIS MIRACULOSOS. Encontramos no A.T uma categoria singular, o Profeta Apostólico. Vejamos:
            Autoridade. Um apóstolo é um ministro dotado de reconhecida autoridade espiritual outorgada por Deus e ratificada por suas experiências com Deus. Esta autoridade consiste no poder do Espírito Santo atuando na vida do ministro.
            Liderança. O ministro apostólico é também dotado de uma poderosa habilidade para liderar e organizar os seguimentos da obra de Deus, fazendo-a crescente e eficaz, exercendo sobre as pessoas uma forte influência e magnetismo pessoal, oriundos do Espírito de Deus.
            Testemunho eficaz. A habilidade sobrenatural de persuasão é outra marca singular do ministro apostólico, que transmite a palavra do Senhor de maneira profunda, e ao mesmo tempo simples e convincente, levando as pessoas ao conhecimento de Deus mediante a palavra pregada.
            Sinais miraculosos. O sobrenatural acompanha o ministério do apóstolo, cujos atos e a mensagem são confirmados por Deus. O miraculoso é uma credencial indispensável para o reconhecimento de um ministério genuinamente apostólico, como veremos no capítulo VI.
            Levando em consideração estas quatro credencias aqui relacionadas, entendemos que houve uma unção apostólica em homens como Moisés e Josué. Quero, porém, me concentrar no ministério de um homem que foi fiel a Deus e ao seu “mentor espiritual”, refiro-me a Elizeu, o fervoroso assistente do profeta Elias. Elizeu foi dotado em seu tempo, de um ministério apostólico. Vejamos.
            A autoridade do profeta Elizeu é expressa em toda a narrativa de seu ministério, destacamos, no entanto, o episódio de II Reis 3:13-27.
            Elizeu não se curvava diante dos títulos humanos, pois sabia que sua posição era mais honrosa, ele era um embaixador de Deus, assim como as medalhas e a ostentação social do “grande” general Naamã, não causaram intimidação no profeta apostólico (II Rs 5:10), a presença do ímpio rei Jorão de Israel lhe foi desprezível e indigna de sua atenção e honra (II Rs 3:14). Vemos em muitos ministros justamente o oposto disso, homens que foram incumbidos de ser representantes de Deus na terra, se curvando aos princípios e valores de ícones da sociedade secular. Quantos ministros ungidos por Deus para dedicarem suas vidas ao santo ministério, sucumbindo às honrarias de uma posição destacada no cenário político. Não sou, absolutamente, contra o fato de obreiros ingressarem na política desde que sejam competentes para tal, mas entendo que a posição de um ministro do evangelho é infinitamente mais elevada. Quando indagado acerca de uma suposta candidatura à presidência dos Estados Unidos, o lendário evangelista Billy Graham declarou: “Eu sou embaixador de Cristo, jamais me rebaixaria a tal ponto!
            A autoridade profética de Elizeu era uma marca determinante de seu “apostolado”.
            A liderança era outro grande referencial apostólico no ministério de Elizeu, comprovado principalmente pela notável influência que exerceu nos seus dias sobre a sociedade judaica e entre outras nações. A escola discente da escola de profetas daqueles dias via em Elizeu um paradigma ministerial muito destacado. Em uma ocasião em que o “campus da universidade profética” tornou-se pequeno para atender a alta demanda de jovens que se matriculavam, Elizeu foi consultado e chamado para supervisionar aquele grande empreendimento. Formou-se, então, sob a superintendência de Elizeu uma grande universidade como a que fundou o legendário evangelista Oral Roberts (II Reis 6:1-3).
            A capacidade de liderança de Elizeu outorga-lhe o direito de ser contado entre os ministros apostólicos.
            O testemunho eficaz foi outro diferencial no ministério de Elizeu, a começar por seu testemunho de vida, que era testificado por todos os foram por ele ministrados. A jovem hebréia, escrava do general sírio Naamã, testificou à sua senhora o poder que estava sobre o ministério de Elizeu (II Rs 5:3). Por intermédio do testemunho do profeta Elizeu, Naamã se humilhou e se rendeu ao Senhor junto com toda sua comitiva militar, reconhecendo-o como o único Deus. “Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio, e pôs-se diante dele, e disse:Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus, senão em Israel...” (II Rs 5:15)
            Será que as pessoas podem observar em nossa vida um testemunho positivamente marcante como ministros de Deus, a ponto de as pessoas nos considerarem como santos homens e mulheres de Deus? Uma influente e observadora mulher na cidade de Suném, foi alcançada pelo testemunho eficaz de Elizeu, e comentou com seu marido: “...Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.” (II Rs 4:9).
            Não tenho dúvidas de que muitos foram levados à fé do Deus e Israel por intermédio do profeta Elizeu. Elizeu foi enviado à Israel e às nações.
Testemunho, esta credencial apostólica de Elizeu foi recomendada por outro apóstolo: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo [Cristo] e despenseiros dos mistérios de Deus.” (I Co 4:1).
            O ministério de Elizeu era marcado também por sinais miraculosos, dentre os quais podemos citar a purificação das águas de Jericó, quando o nosso profeta apostólico lançou sal na fonte das mesmas (II Rs 2:19-21); a multiplicação do azeite de uma viúva (II Rs 4:1-7); a ressurreição do filho da mulher sunamita (II Rs 4:32-37); o machado que flutuou (II Rs 6:6-7), e outros. Em fim, o profeta Elizeu foi um profeta apostólico.


MARCAS DE UMA NOIVA SADIA


Estou convicto em meu espírito de que em breve veremos uma Igreja (a Noiva) sadia e ativa novamente, ainda mais poderosa e vibrante do que a Igreja Primitiva. Esta Igreja será caracterizada por alguns sinais de saúde perfeita. Deleite-se nestas informações reveladas por aquele que conhece como ninguém a Noiva: o Noivo.

Parte A – Uma Noiva que promove o Noivo
1-      Não se Envergonhar das Palavras do Noivo

Lembro-me de que quando eu estava para me casar com a irmã Gisele, a mulher mais linda do mundo, eu soube por terceiros que minha credibilidade estava em alta, pois minha noiva propagava para muitos a meu respeito, sobre meu caráter, meu ministério, em fim, minha futura esposa me propagava a meu respeito.
Aliás uma frase sempre foi muito comum nos lábios de minha mulher: “O Enéas costuma dizer!!!...
Não seria este o procedimento de uma noiva apaixonada pelo noivo? Não deveríamos nós também, como Noiva do Cordeiro, divulgar orgulhosamente as palavras de Jesus, para que no “dia do casamento” não sejamos rejeitados? Senão vejamos: “Porque qualquer que de mim e de suas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.” (Lucas 9:26). Ora, este tem sido o sentimento de muitos crentes “light” da atualidade ao serem indagados sobre sua fé, para amenizar a responsabilidade desta fé eles não dizem a velha e aparentemente desgastada frase “eu sou crente”, pelas modernas e socialmente aceitáveis: “eu sou evangélico” ou “eu sou gospel”. Lembre-se, Jesus deixou uma exortação para esta “geração Tomé”: “...não sejas incrédulo, mas crente.” (João 20:27b).
Está emergindo entre as nações uma geração que se orgulha das palavras do “velho livro da capa preta” e as propaga, que não tem vergonha de cantar hinos a Deus em publico, que sente prazer em distribuir folhetos evangelísticos nas ruas, que se regozija em se vestir para Deus e não para os outros.
Esta é a geração dos apaixonados pelo Noivo, e que diz a plenos pulmões: “...não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16)

2-      Propagar o Noivo em Todos os Lugares

Até o presente momento parece ter havido um aparente silêncio da Igreja, não se engane, o fato de uma propagação tão “intensa” da religião cristã, não significa que a Igreja está cumprindo seu papel de “voz” profética (João 1:23) para o mundo, pois pregar intensamente não significa pregar a mensagem corretamente. Temos uma missão, e não é pregar os dogmas do cristianismo, nem difundir a doutrina católica ou evangélica, não é cristianizar o mundo, não, nossa missão baseia-se na ordem imperativa do Noivo de ganhar almas e fazer discípulos: “...Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15), “...Ide, ensinai todas as nações...” (Mateus 28:19).
Além de propagarmos as palavras do Noivo, precisamos falar a respeito da pessoa Dele, seu caráter, sua vida, seu ministério, sua obra, pois na verdade, a salvação não está essencialmente nas palavras, mas na pessoa de Jesus. O evangelho pode ser dividido em duas partes: a pessoa de Jesus e os princípios de Jesus; na pessoa temos a salvação e nos princípios temos as bênçãos, na pessoa temos a vida eterna no céu e nos princípios temos a vida abundante na terra.
Uma noiva realmente apaixonada faz questão de propagar a respeito da pessoa do Noivo em todos os lugares. É como se houvesse um “suave” peso de responsabilidade, em função do amor constrangedor do Senhor, de anunciarmos a todos sobre este precioso Noivo, de forma que nossa alma clama como o apóstolo apaixonado: “...ai de mim se anunciar o evangelho...” (1ª Coríntios 9:16-17).
Nenhuma outra geração foi tão marcada pela paixão pelos perdidos como já desponta ser esta geração, e a promessa do reavivamento evangelístico no tempo do fim saiu dos lábios do próprio Noivo: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, então virá o fim.” (Mateus 24:14).  

3-      Andar de Mãos Dadas com o Noivo

Orar sem cessar (1ª Tessalonicenses 5:17), esta é a recomendação apostólica para uma Igreja vitoriosa. Porém, como falar com o Noivo constantemente se não andamos com Noivo constantemente? Isto implica em intimidade e comunhão. Para certas ocasiões da vida não necessitamos de uma oração prolongada e prostrados de joelhos perante o Senhor, pois cestas situações são de extrema urgência. Imagine se Neemias indagado pelo rei tivesse pedido licença para um longo período de intercessão profética (Neemias 2:4). Acontece que Neemias não precisou ir ao seu aposento consultar a Deus, pois ele andava com Deus. Da mesma forma, um homem do período pré-diluviano não provou a morte, pois andava de “mãos dadas” com seu Amado. “E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Gênesis 5:24).
Eu e minha esposa nos amamos apaixonadamente, e este amor sempre foi muito patente, principalmente quando éramos noivos. Onde quer que estivéssemos, a característica marcante de nossa união não era uma aliança de prata, mas andar de mãos dadas. O significado cultural das mãos dadas é: “Eu te amo tanto que não quero te soltar!”
Esta é a geração dos amigos de Deus, daqueles que andam na intimidade das mãos dadas, caminhando e conversando com o Noivo pelo caminho; na igreja, em casa, no trabalho, no carro, no ônibus, em fim, é uma comunhão contínua, uma amizade profunda.
Somente uma fé genuína, sem a jactância de obras humanas, pode estabelecer uma verdadeira amizade com o Senhor, e o “pai da fé”, Abraão, nutria esta fé. “...E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus.” (Tiago 2:23)
Somente uma sede desesperada e insaciável e quase compulsiva pode conquistar a amizade intima do Senhor, e Moisés possuía tal sede. “E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com seu amigo...Então, ele [Moisés] disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.” (Êxodo 33:11, 18).
A condição fundamental exigida por este Noivo que deu a vida por nós, para uma intimidade maior é a obediência irrestrita. “Ninguém tem maior do que este: de alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:13-15).
Jesus quer caminhar conosco, e tem encontrado uma geração cujo sentimento é recíproco. Esta é a geração que soltará a mão do “sistema” e andará de mãos dadas com o Noivo.   

Parte B – Uma Noiva que é fiel ao Noivo
1-      Evitando a Amizade com o Mundo

Entendo que a fidelidade é o sustentáculo primordial de qualquer relacionamento, principalmente um relacionamento conjugal e pré-conjugal.
Quando minha esposa e eu estávamos noivos, eu me preocupava muito com o tipo de amizade que ela nutria, e não poucos vezes, recomendei-lhe o afastamento de certas “amizades”.
Um tipo de amizade é claramente rejeitado pela palavra de Deus, a amizade com o mundo. “...Qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4). Seria um notável paradoxo casar-se com um inimigo, portanto se queremos ser amigos de Deus, precisamos ser inimigos do sistema mundial.
Este “contato” demasiado com o mundo político, ecumênico e com o artístico, tem deixado o Noivo extremamente enciumado. Embora precisemos ter consciência política e exercer nossa cidadania, “a política é mundo”, embora nos seja útil conhecer os conceitos de outras religiões e dentro de parâmetros, respeitá-las, “o ecumenismo é mundo”, e embora não possamos ser alienados da cultura e da informação, “o mundo artístico midiático é mundo”. Não posso conceber um ministro do evangelho se utilizar de música secular para ilustrar verdades espirituais, pois, nenhum incrédulo espera isso dentro de uma igreja.
Esta é a geração dos “radicais”. Deus seta levantando uma Igreja que renuncie o mundo em suas minúcias e que abre mão de seu lazer e entretenimento para dedicar seu amor e tempo ao Noivo. Aleluia!
    
2-      Não Amando o Mundo

Algumas pessoas não conseguem evitar e se afastar de sua amizade com o mundo por um simples motivo, ainda que neguem esta verdade, estas pessoas amam o mundo.
Tais pessoas dizem amar a Jesus, mas também amam as bandas e os cantores mundanos; dizem amar a Jesus, mas também amam seu time “do coração”; dizem amar a Jesus, mas também amam seus filmes seculares cheios de violência, terror, sensualidade e morte; dizem amar a Jesus, mas também amam suas “saidinhas” e “baladas” com amigos ímpios. Em fim, muitos por amar o mundo, mascaram este amor com a velha e tola alegação: “Não tem nada há ver!”. Lamentavelmente o inferno está repleto de pessoas que se justificavam com esta frase.
Não se engane, se você está enredado a estas coisas, o amor de Deus não está em você. Se a Igreja está de gracejo com estas coisas ela está destituída do amor de Deus, pois isto que diz o Espírito Santo: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1ª João 2:15-16)
O Noivo não dividirá nosso amor com nada e com ninguém, e é por isso que o Espírito Santo está preparando uma Noiva separada e pura, cujo amor está reservado somente para o Noivo.
Já ouvi alguém me dizer maliciosamente que estou tentando ser santo demais; a minha resposta é: “Eu deveria ser santo de menos!” se a Bíblia diz: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem é sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” (Apocalipse 22:11). Cada vez mais separados, cada vez mais puros, cada vez mais justos, cada vez mais santos, esta é a vontade do Noivo. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação...” (1ª Tessalonicenses 4:3).
Amemos somente a Ele, com o amor que Ele deseja ser amado (João 21:15-17). Louvado seja Deus!

Parte C – Uma Noiva que anseia pelo casamento
1-      Anunciando o Casamento

É estranho notar que no período de maior eminência da segunda volta de Cristo, parece ter diminuído o fluxo de mensagens de cunho escatológico. Não basta anunciar a morte do Senhor até que Ele venha (1ª Coríntios 11:26), precisamos anunciar que Ele vem (2ª Pedro 3:10).
Não credito no “avivamento” de uma igreja onde a mensagem da vinda do Rei é omitida e negligenciada. Levando em consideração que a morte dos santos, para a alegria do Pai, tem um fluxo tão constante e intenso, precisamos externar de nossos púlpitos mensagens a mensagem do consolo sem cessar. “...consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (1ª Tessalonicenses 4:13-18).
Os quatro pilares da doutrina pentecostal são: Jesus Cristo Salva, Jesus Cristo Cura, Jesus Cristo Batiza com o Espírito Santo e Jesus Cristo Virá. Quero louvar a Deus pela grande difusão da mensagem da cruz ao mundo perdido, e pelo derramamento do Espírito sobre toda a carne, também me alegro pelo grande mover de cura entre as nações, mas não posso conceber a escassez da mensagem do arrebatamento nos púlpitos, principalmente os “ditos” pentecostais.
Não há noiva apaixonada que não saia de casa em casa distribuindo os convites com a data de seu casamento. Lembro-me que minha esposa neste aspecto “correu” mais do que eu às vésperas do casamento.
Precisamos confrontar os “escarnecedores da segunda vinda” com o anúncio convicto dela (2ª Pedro 3:1-17) e não com vergonha da mensagem do arrebatamento, e lembre-se, “...digo isto conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Romanos 13:11).
Esta é a geração da Igreja que convida fervorosamente o mundo para as bodas, não se importando com os apelos escarnecedores dos céticos. É a geração da meia-noite, que clama: “...Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!” (Mateus 25:6)

2-      Preparando-se para o Casamento

Nenhuma noiva vai para a cerimônia matrimonial de qualquer maneira, o dia do casamento é o dia mais especial de sua vida, de forma que ele quer estar linda, pois os olhos de todos os convidados, padrinhos e principalmente do noivo estarão sobre ela. Apesar da beleza eterna de minha esposa, nunca a tinha visto tão bela e estonteante, ela passou todo aquele dia em salões de beleza e casas de estética, além disso, guardou sua honra para mim. Lá estava ela, entrando e desfilando sobre o longo tapete vermelho estendido especialmente para ela naquela igreja linda e cheia. Meu coração não pode conter o entusiasmo e a vaidade de ser o amado daquela beldade que se preparou a vida toda para aquele momento de gala.
Assim será também o encontro de Cristo com sua Igreja nos ares (1ª Tessalonicenses 4:17), a mais glamorosa e grandiosa festa de casamento da história, com duração de sete anos. Mas para que possamos fazer parte destas bodas, precisamos nos preparar. Paulo fala desta preparação ao comparar o casamento com este Grande Encontro nos Ares, “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Efésios 5:25-27). Note o estado em que deve estar a Igreja no dia do casamento: (1) GLORIOSA. Uma Igreja que tem intimidade com a glória de Deus e que venceu o mundo; (2) SEM MÁCULA. Uma Igreja sem nenhuma impureza; (3) NEM RUGA, NEM COISA SEMELHANTE. Uma Igreja renovada e não envelhecida pelo tradicionalismo dos dogmas e liturgias, e rejuvenescida pelo oxigênio do Espírito Santo; (4) SANTA. Uma Igreja que se identifica com o mais peculiar atributo do Noivo, a santidade; (5) IRREPREENSÍVEL. Uma Igreja que no dia do casamento não terá motivos para ser repreendida, senão para ser elogiada e amada pelo Noivo.
Para tal, Deus já tem levantado uma geração de verdadeiros “esteticistas espirituais”, com o mesmo fervor e zelo profético do apóstolo Paulo em relação à Igreja: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparadopara vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.” (2ª Coríntios 11:2)

3-      Clamando pelo Casamento

Eu não poderia concluir este seminário profético de outra maneira senão com o principal clamor profético da Igreja, MARANATA!!!
Uma igreja cujas motivações primordiais não incluam prioritariamente a esperança do arrebatamento dos santos, está indubitavelmente enferma.
Recordo-me que às vésperas de meu casamento, tanto eu, como minha esposa estávamos extremamente ansiosos para o grande dia. Porém, com toda minha expectativa, ainda houve em mim uma certa contenção de emoções, já minha linda noiva estava com suas emoções à flor da pele. Ela estava agitada, alvoroçada e indo de pra lá e pra cá.
Em muitos seguimentos denominacionais parece não haver o menor sinal de esperança ou de expectativa do “Dia do Casamento”. Algumas igrejas parecem querer prolongar o noivado, e o grande perigo disso, é que uma noiva que não casa fica “abrasada pela carne” (1ª Coríntios 7:9), Jesus, porém, não permitirá que a sua Noiva se corrompa, quando a concupiscência e o homem do pecado (2ª Tessalonicenses 2:3) dominarem a terra, a Igreja já estará casada.
Enquanto o dia das bodas não chega, guardemos dos “flertes inocentes” com o mundo, as “piadinhas gospel” que escarnecem o sagrado e os dons espirituais, isto constitui-se sacrilégio; as navegações impróprias nos oceanos pérfidos da querida internet; a “veneração discreta” a times esportivos e partidos políticos; a preferência “eclética” por música secular, que na verdade, em essência é música mundana. Por favor, caro leitor, não se engane, “Porventura, deita alguma fonte do mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.” (Tiago 3:11-12). O oposto de santo e consagrado, dentre definições como: corrompido, profano, impuro e mundano, é, secular. Estes “namoricos” com o mundo são o sintoma de uma Noiva que já perdeu o entusiasmo pelo Dia do Casamento, e está gostando da “vida de solteira” aqui na terra.
Agora é chegado o tempo, a Noiva será novamente visitada pelo “Eliezer divino” (Gênesis 24:1-67), o Espírito Santo, que a despertará, ai então, a Noiva ficará eufórica, ansiosa e correndo pra lá e pra cá anunciando o casamento.
É o Espírito Santo que fará com que a Noiva já se sinta Esposa, e ambos, juntos clamarão. “E o Espírito e a esposa dizem: vem!...” (Apocalipse 22:17).
É necessário um despertamento escatológico na doutrina da Igreja, uma renovação da maior esperança da Igreja (Tito 2:13), um amor apaixonado pela vinda do Noivo para que a Noiva receba a coroa da justiça. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juíz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2ª Timóteo 4:8)
O entusiasmo da Noiva está sendo restaurado e esta geração está sendo impelida a clamar: “vem!”, porém, esta geração sabe que enquanto o Noivo não vem, ela precisa trabalhar mais do que nunca, se adornando e convidando cada vez mais pessoas para as bodas.
Esta geração contemplará com seus olhos a Noiva mais saudável e vibrante de toda a história da Igreja, que incensará o mundo com a exuberância de sua beleza e por sua santidade sem precedentes.
Esta geração ouvirá as mais poderosas e precisas mensagens proféticas desde o período da Igreja Primitiva, pelos lábios consagrados de profetas especialmente treinados na escola do Espírito.
Esta geração será espiritual e doutrinariamente norteada por verdadeiros apóstolos, não de título, mas de unção, pois o mover apostólico é a nova diretriz para todo o corpo de Cristo, mesmo àquelas igrejas que não têm e não reconhecem “apóstolos” nominalmente.
Esta geração será alimentada e cuidada por pastores com o coração de Jesus Cristo, pastores que priorizam os interesses do Reino de Deus em detrimento aos interesses de suas convenções e organizações.
Esta geração será marcada pelas mais profundas revelações bíblicas, e os mais poderosos ensinamentos sobre o Reino de Deus, por intermédio, não de apologistas céticos, mas de mestres da Palavra ungidos por Deus.
Esta geração verá com seus olhos os evangelistas mais apaixonados e vibrantes desde John Wesley, Charles Finney e Dwith Moody, pregando a simples mensagem da cruz com uma unção sem precedentes, com sinais extraordinários.
Esta geração contemplará com seus próprios olhos o Espírito Santo “CURANDO A NOIVA”.


QUE CULTO É ESTE VOSSO?



...Que culto é este vosso?
Êxodo 12:26

            Esta é indagação que Moisés predisse que seria feita pelos filhos aos pais no que tange à páscoa, é, porém, em última análise a indagação que esta geração informada e inquiridora, faz à nós, Igreja do Senhor. O culto é o termômetro da vida espiritual da Igreja, e todos quantos querem conhecer uma igreja, mesmo que inconscientemente acabam avaliando o nível de entusiasmo e a atmosfera mística que permeia as reuniões de um grupo religioso. Particularmente sou parte de uma denominação pentecostal histórica (Igreja de Deus em Cristo), cujo culto é caracterizado por um fervor incomparável, mas ainda assim, me preocupo com o culto de muitas igrejas que não reflete mais a glória de Deus. E eu, como parte desta geração profética, lhe pergunto: “Que culto é este vosso?”

O Culto Show

No decorrer dos séculos de vida da Igreja, creio que os maiores ataques de Satanás à Igreja foram direcionados à forma e à liturgia do culto cristão, que foi infectado de forma a perder sua identidade neo testamentária. E Deus também nos indaga com o mesmo questionamento das gerações futuras que nos verão “cultuando” a Deus: “...Que culto é este vosso?” (Êxodo 12:26b).
Gostaria de explanar esta infecção do culto começando pelo mais moderno “método de culto” alternativo inventado pela religiosidade humana, o Culto Show. O interessante é que este tipo de culto é justificado pelos seus idealizadores como uma quebra do tradicionalismo e da religiosidade, quando na verdade é uma apologia ao secular e ao profano. Não existem mais parâmetros neste modelo de culto. Ritmos literalmente mundanos são incorporados ao santo louvor congregacional, desprezando a verdadeira adoração a Deus que consiste em quebrantamento (Salmo 34:18; 51:17), glorificação (Salmo 29:9; Hebreus 13:15) e lágrimas (Joel 2:17; 1º Samuel 1:10). Lamento parecer tão intolerante e antiquado, mas você deve concordar comigo que é impossível haver a maravilhosa junção de quebrantamento, glorificação e lágrimas ao som de samba, pagode ou funk “gospel”, tais ritmos poderiam até mesmo ser úteis em um trabalho “extra templo” de cunho evangelístico, mas não no sagrado momento de comunhão das duas horas de culto. Sou favorável aos ritmos alegres e festivos no culto a Deus, porém, dentro de parâmetros bíblicos e espirituais. Precisamos ser sensíveis ao Espírito Santo para sabermos e buscarmos aquilo que agrada ao Senhor e não simplesmente aquilo que agrada a determinada classe de pessoas da igreja. Sou um apaixonado pela cultura da Black Music, marcada pelo quebrantamento característico dos antigos escravos negros da América. A estratégia de Deus para atrair os jovens a Jesus, não é secularizando o louvor e sim produzindo a atmosfera ideal para a manifestação da verdadeira alegria da salvação e da glória de Deus.
Além disso, a Igreja precisa abandonar urgentemente seus “bezerros de ouro” e centralizar sua atenção e reverência a Deus e não a homens especialmente ungidos por Deus. Ao sair não deveríamos comentar: Que cantor! Ou, que pregador! Ao contrário deveríamos dizer: Que Deus! Não nos esqueçamos de que Deus depositou o seu “...tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2ª Coríntios 4:7).
Alguns líderes organizam o culto show com boa intenção, eles realmente querem agradar a Deus, mas se esquecem que o melhor organizador e promotor de eventos da Igreja é o Maravilhoso e Divino Espírito Santo. Davi organizou um verdadeiro “show pirotécnico” para trazer a presença de Deus (a arca) à Jerusalém, mas desprezou as orientações do Espírito através das escrituras. Isto redundou não em benção, mas em tragédia. A glória de Deus não virá escorada sobre as rodas vacilantes das programações e estratégias de marketing, mas sim sobre os ombros santos dos verdadeiros levitas de Deus (2º Samuel 6:1-15)
É tempo de substituir os artistas do púlpito pelos verdadeiros profetas, a luz dos holofotes pela luz do nosso testemunho cristão, os aplausos carnais pela glorificação e a fumaça de palco pela nuvem da glória de Deus.

O Culto Morno

Creio que nada é tão danoso e vergonhoso para a Igreja como um culto marcado pela apatia espiritual e pela negligência na adoração. Digo que é danoso e vergonhoso porque, em uma linguagem antropomórfica, Deus “fica doente” com tal culto, a ponto de sentir-se fortemente “enjoado”. Esta foi a advertência de Jesus à igreja de Laodicéia: “Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:15).
Por ter em minha alma uma unção profética, sinto-me profundamente irritado e ofendido ao contemplar em um culto certos comportamentos indolentes como casais com a cabeça debruçada no ombro um do outro como se estivessem no cinema, mãos no bolso, braços cruzados (Salmo 63:4; 143:6), celulares ligados, chicletes na boca numa mastigação quase “eqüina” (Hebreus 13:15), conversas vãs, chocarrices (Efésios 5:4), olhos secos e fixos em nada (Salmo 63:1-8; 42:1-3), cantarolas sem vida e sem expressão (2º Crônicas 5:13), ênfase política no púlpito, trajes indecorosos e pregações fracas e frias (Salmo 45:1; Lucas 24:32; Atos 10:44), dentre outras coisas. Gostaria que você meditasse em algo, pense na reverência que é legalmente devida no ambiente de um tribunal e na presença de um juiz de direito, pois é, em um júri, não se pode entrar com qualquer traje, aliás, as mulheres são proibidas de revelar as curvas de seu corpo com roupas pequenas e decotes, e tanto para homens quanto para mulheres o traje prudente é indispensável, tudo isso, principalmente, em reverência a presença de um juiz da terra, à vista disso, quanto mais devemos reverenciar o Juíz de toda a terra (Salmo 75:7a) no ambiente sagrado de sua casa? Não quero ser excessivamente taxativo em meu posicionamento dogmático, expondo que tipo de vestimenta é licita ou ilícita, que convém ou não convém, mas me manifesto taxativo e veemente quanto ao posicionamento moral e escriturístico, acerca disso, pois deveríamos observar melhor e contextualmente as seguintes escrituras: 1ª Timóteo 2:9-10; 1ª Pedro 3:3-5.
O que fez com que o fervor espiritual da igreja de Laodicéia mornasse, foram três fatores: (1) auto-suficiência e conformidade “...dizes:...de nada tenho falta...” Ap 3:17; (2) vida moral impura “...compres...vestes brancas...” v. 18; e (3) cegueira espiritual “...unjas os olhos com colírio...” v. 18b
É tempo de aquecermos nosso espírito no servir ao Senhor. “...sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Romanos 12:11b).
   
O Culto Desordenado

Creio que poucas coisas entristecem tanto o Espírito Santo quanto a desordem atribuída a Ele. Quero dizer, manifestações humanas e carnais praticadas por crentes imaturos que afirmam estarem sendo impelidos pelo meigo Espírito de Deus. Alguns “profetas” parecem entrar em uma espécie de transe e ficam possessos quando na verdade o que o próprio Espírito Santo diz é que “...os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1ª Coríntios 14:32), portanto, não há descontrole na operação dos dons. Quero, porém, declarar que em reavivamentos e manifestações da glória de Deus, invariavelmente existem excessos quase inevitáveis, que não podem ser contidos pelos moldes da teologia moderna e pelos paradigmas litúrgicos inflexíveis de líderes mornos, e este tipo de mover embriaga a alma humana até que esta extravase suas emoções e impulsos de arrependimento e indignidade diante de Deus. Porém, enquanto este tipo de intervenção sobrenatural divina não ocorre, nossos cultos devem ser alinhados nos moldes espirituais da Bíblia (1ª Coríntios 14:1-40).
Sou extremamente flexível com relação ao “cair no Espírito”, mesmo porque, já vi tais manifestações em evidência no meu ministério, mas, sou antagonista a este “empurra, empurra” que virou regra em certos movimentos que têm o cair como única prova do poder de Deus. Precisamos voltar a ser espontâneos e esperar o sobrenatural de Deus, sem tentar forjá-lo com “sopros de emocionalismo”.
É tempo de procurarmos organizar os cultos para agradar não ao publico, mas sim a Deus.


“A Divina Terapia da Angústia”


A atual configuração da Igreja moderna prima pela busca do sucesso, auto-satisfação e principalmente da alegria. Parece haver um tipo de construção artificial de uma atmosfera de “alegria”, que haja de forma terapêutica na alma aflita e ansiosa do homem moderno. Assim, muitas igrejas têm promovido seus cultos como mera forma de entretenimento, buscando satisfazer o ego humano a qualquer custo. Algo está tragicamente errado com este modelo! Existem pelo menos três perigos dessa falsa alegria na Igreja:

(1) A confusão entre alegria cultural e alegria espiritual.
Muitas igrejas possuem em sua liturgia uma natureza entusiasta (em especial os pentecostais), ou seja, elas são naturalmente vivas em sua forma de expressar seu culto a Deus, e isso acaba por influenciar inconscientemente essa forma de expressão de outros. Mas a questão é: Será que todos batem palmas, glorificam, dançam, e pulam, porque estão realmente repletos da Alegria do Senhor? Ou será que o aspecto cultural dessa igreja, produz nas pessoas um desejo de contextualização ou uma reação emocional previsível?
(2) A superficialidade dessa alegria temporal.
Essa falsa alegria religiosa é também uma produção artificial de entusiasmo, um falso fogo para suprir a ausência do fogo verdadeiro. Na realidade mais clara, essa “alegria” tem um caráter temporal, ou seja, ela dura enquanto durar o bem estar externo, é uma alegria que está na superfície de nosso ser, assim, é facilmente influenciada ou perdida pela realidade de fora: tempo, espaço e circunstância. Não é a Alegria do Espírito e da Eternidade, é mental e temporal.
(3) O engano que não nos prepara para o mal.
Por ser um substituto maligno da verdadeira alegria, essa falsa alegria parece nos preencher, mas quando surge aquele vazio existencial comum a todo ser humano, haverá um sentimento avassalador de tristeza que conduz a depressão. Essa é a razão porque pessoas que tem tudo o que diz respeito à bens, e até a fraternidade familiar, e situações ótimas ao seu redor, se desapegam de suas vidas a ponto de tirá-las, pois quando vem este mal nos afligir, ele só terá vitória em nós se a nossa alegria for falsa. Essa alegria só existe quando tudo vai bem, e quando essa alegria se esvai, logo a pessoa abandona a Deus.

A verdadeira alegria provém da tristeza. Se essa declaração lhe parece paradoxal ou pessimista, tenho outra para você: A melhor tristeza é a que provêm de DEUS, pois promove real alegria. Sim, existe uma tristeza que é “enviada” por Deus à nossa alma.
Davi, o homem segundo o coração de Deus, após ter cometido um adultério e um homicídio (II Sm 11:1-27), passou quase um ano sem confessar o seu pecado, isso lhe custou muito. Podemos crer que mesmo estando destruído por dentro, Davi encontrou formas superficiais de alegria, nos vinhos, danças e entretenimento do palácio real, mas somente ele sabia que sua alma estava em frangalhos (Sl 51:8). O Espírito de Deus que não queria perder Davi o tratou com a “terapia divina da angústia”. Então, como Davi parecia não responder à sua própria dor, Deus o confronta com seu recurso mais agudo: um Profeta (II Sm 12:1-15). Agora, entendendo-se “nu” diante Deus, Davi expressa uma das orações mais quebrantadas da Bíblia, o Salmo 51, e lá nos versos 11 e 12, ele reconhece pelo menos três coisas: (1) Sua indignidade de estar na presença de Deus naquele estado impenitente; (2) Que o Espírito Santo estava triste com ele a ponto de quase abandoná-lo; e (3) Ele precisava urgentemente restituir a verdadeira alegria em seu interior; que alegria é esta?

Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação...
Salmo 51:11-12

         Perceba que esse refrigério espiritual somente é possível mediante o genuíno arrependimento; enquanto as religiões oferecem uma ideologia de cunho cultural, a fé cristã é a única que nos constrange ao arrependimento, pois revela nossa triste condição: somos pecadores (Romanos 3:23). Este refrigério é o avivamento da verdadeira alegria, e assim expressa o apóstolo Pedro em seu sermão: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” (Atos 3:19).
         Com tudo isto, talvez você ainda não creia que Deus possa promover tristeza em nós. Vejamos então: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (II Coríntios 7:10). Note que, assim como há uma alegria mundana, há uma tristeza mundana. Essa tristeza segundo o mundo é uma assolação da auto-estima, da razão da vida e existência, uma tristeza que culmina com depressão e morte. Mas a tristeza segundo Deus é a que promove arrependimento e salvação.
         Jesus disse que a nossa alegria não pode residir sequer no fato de sermos usados por Ele, o possuirmos seus dons e autoridade, mas sim, no fato de termos nossos nomes escritos no céu (Lucas 10:19-20), a alegria da Salvação
Que tipo de alegria você tem sentido, e que tipo de tristeza você tem sentido?
Se quisermos a verdadeira alegria do Senhor, este gozo indizível e incondicional, precisamos sentir a dor e a angústia pelos nossos pecados. Tiago nos exorta:

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos pecadores; e, vós, de duplo ânimo, purificai o coração. Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.” (Tiago 4:8-9)

         A Igreja precisa passar pela correção divina para compreender essa necessidade de avivamento, e essa correção é dolorosa, pois ao contrário do que dizem os adeptos da mera “teologia do amor”, Deus é sim, um Deus que castiga seus filhos para o bem (Hebreus 12:6-11).

         Diante dessa verdade escriturística, quero confrontar respeitosamente os meus santos colegas de ministério, sejam pastores, pregadores, missionários (as) cantores, ministros em geral, para esta realidade. Pare de tentar forjar alegria emocional ou criar falso entusiasmo, saia um pouco do facebook e do twitter e corra para sua igreja ou para o seu quarto (Mateus 6:6), e chore, chore copiosamente pela farsa de seu ministério, que mascara suas própria práticas reprováveis e profanas. Foi Deus quem te escolheu homem e mulher de Deus, mas essa escolha, ao contrário de seus dons e vocação (Romanos 11:29), pode ser rejeitada no dia derradeiro (Mateus 7:21-23). É assim que Deus conclama seus ungidos hoje:

Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal... Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar...
Joel 2:12-13,17

         Não há dúvidas, o verdadeiro avivamento espiritual que a Igreja carece, não é marcado por um estado prévio de alegria, mas de tristeza; e quando essa Terapia Divina da Angustia for aceita por nós, então haverá um transbordar de alegria e gozo divino como jamais antes. A alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10), mas a tristeza do Senhor é o nosso caminho para essa alegria. Glória a Deus. Deus em Cristo te abençoe.